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Farc começam nova trégua para tentar retomar diálogos de paz na Colômbia

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) começaram na madrugada desta segunda-feira (20) um novo cessar-fogo unilateral no país, em uma tentativa de reduzir a intensidade do conflito armado.
A intenção da guerrilha também é avançar as negociações de paz com o governo do presidente Juan Manuel Santos. Nos últimos meses, os diálogos ficaram estagnados devido a uma série de ataques dos dois lados.
O secretariado da guerrilha disse no domingo (19) que a trégua é um "sério compromisso" de sua organização e declarou responsáveis de seu "cumprimento estrito cada um dos comandantes e integrantes das Farc".
Porém, na noite de domingo (19), horas antes de que o cessar-fogo entrasse em vigor, houve alguns atos de violência associados à guerrilha em algumas regiões do país.
Segundo autoridades, desconhecidos lançaram na noite do domingo explosivos contra a sede da Terceira Brigada do Exército na cidade de Cáli (sudoeste). Ninguém ficou ferido.
Em Quibdó, capital do departamento de Chocó, no oeste do país, dois soldados do Exército foram baleados em um ataque aparentemente feito por membros das Farc.
Outra coluna militar foi atacada por guerrilheiros no departamento de Guaviare, na região central da Colômbia, mas também ninguém se feriu.
"Vamos estar vigilantes sobre o que se combinou. E em quatro meses a partir de agora, dependendo do que as Farc cumprirem, tomarei a decisão sobre se seguiremos com o processo ou não", disse o Juan Manuel Santos em pronunciamento a todo o país.
AVALIAÇÃO
O anúncio do cessar-fogo foi feito em 8 de julho, a princípio pelo prazo de um mês. Segundo Juan Manuel Santos, a guerrilha pretende interromper os embates por quatro meses, depois dos quais decidirá se continuará a negociar.
"Vamos manter a vigilância sobre tudo o que se decidiu [nas negociações]", disse o presidente, em pronunciamento no domingo pelo Dia da Independência, comemorado nesta segunda.
Como prova do compromisso com o diálogo, a guerrilha liberou o subtenente Cristián Moscoso Rivera, que havia sido sequestrado no dia 7 durante combate em Puerto Caicedo, na fronteira com o Equador.
A última trégua havia entrado em vigor em dezembro. Diante da tranquilidade no campo de batalha, as Forças Armadas colombianas interromperam suas operações aéreas em março.
No mês seguinte, porém, uma emboscada de membros das Farc provocou a morte de 11 soldados e fez o governo retomar os bombardeios aéreos sobre as áreas da guerrilha.
Um deles, em maio, matou 26 guerrilheiros e forçou as Farc a suspenderem em definitivo o cessar-fogo. Desde então, houve ataques a áreas de infraestrutura, como torres de transmissão de energia e oleodutos.




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