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Reabertura da embaixada cubana tem emoção e protestos

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MARCELO NINIO
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - "Eu não podia morrer sem ver isso", dizia o aposentado cubano Eloy Hernandez, 88, que vive há 37 anos nos EUA. Sentado em uma cadeira dobrável sob um sol escaldante, ele mal escondia a emoção de viver um momento pelo qual esperou 54 anos, a reabertura da Embaixada de Cuba em Washington. "Nada é para sempre e um dia as coisas tinham que mudar. Espero que mudem para melhor."
Às 10h36 (11h36 de Brasília) fez-se história no casarão da Rua 16, centro de Washington: a bandeira cubana foi hasteada pela primeira vez desde que os dois países romperam relações diplomáticas, em 1961.
Com o reatamento dos laços, o local que funcionava como Escritório de Interesses de Havana em Washington volta a ser oficialmente a Embaixada de Cuba nos EUA.
A rápida cerimônia arrancou aplausos de cidadãos cubanos e simpatizantes da reaproximação que se aglomeravam na calçada em frente ao casarão.
"Viva Cuba"!, gritou a assistente de enfermagem Fanny Tromp, 65, há mais de duas décadas vivendo nos EUA. "Minha esperança é que isso acelere as reformas em Cuba, para o bem do povo. Mas não acredito numa mudança de regime", disse.
Muitos levaram bandeiras de Cuba e alguns acenderam charutos para comemorar.
Entre as cerca de 200 pessoas que foram testemunhar o momento histórico, a maioria era a favor da reaproximação, mas também houve protestos contrários.
No mais dramático, um homem que se identificou como Danilo Maldonado se sujou de tinta vermelha para simbolizar "o sangue derramado pela ditadura castrista". Carregado pela polícia, estava muito nervoso e não conseguia se expressar com clareza. Deixou claro, porém, que era um protesto em defesa dos direitos humanos em Cuba.
A segurança reforçada atrasou a entrada dos diplomatas e outros convidados para a cerimônia. Muitos tiveram que assistir em um telão colocado na entrada da embaixada o discurso do chanceler cubano, Bruno Rodríguez, em sua primeira visita à capital americana.
Em seguida, ele participará de uma entrevista coletiva marcada para 13h40 (14h40 de Brasília) ao lado do secretário de Estado dos EUA, John Kerry. A última vez em que um chanceler cubano foi recebido no Departamento de Estado dos EUA foi em 1958, quando o presidente americano era Dwight Eisenhower.

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