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EUA advertem que negociação nuclear com Irã ainda pode fracassar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Irã e os Estados Unidos fizeram "progresso genuíno" para um acordo nuclear, mas ainda há várias questões difíceis para resolver e Washington está pronta para se afastar das negociações se for necessário, disse neste domingo (5) o secretário de Estado americano, John Kerry.
"Nós tivemos, de fato, um genuíno progresso, mas... nós não estamos ainda onde precisamos estar em várias das questões mais difíceis", afirmou Kerry a jornalistas.
"Se nós não tivermos um acordo e houver absoluta intransigência e falta de vontade de seguir em frente em coisas que são importantes para nós, o presidente [Barack] Obama sempre disse que nós estamos preparados para ir embora", disse.
Kerry decidiu falar após as "especulações" de alguns meios nos últimos dias sobre acordos parciais em alguns dos temas mais espinhosos, como o calendário de levantamento das sanções ao Irã.
"Ainda estamos dentro do prazo, o que é nosso objetivo. Vamos exercer toda a pressão possível para alcançá-lo", disse Kerry, que insistiu que 7 de julho continua sendo a data limite para alcançar um acordo.
O chefe da diplomacia americana garantiu que, apesar da proximidade de um acordo após 20 meses de intensas negociações e de os Estados Unidos quererem uma saída negociada, seu governo só aceitará um "bom acordo".
"Nós queremos um acordo, mas queremos um bom acordo. Não vamos limá-lo pelas margens só para ter um acordo", advertiu.
O secretário de Estado insistiu que o objetivo é cortar todas as opções do Irã de obter a bomba atômica.
O chamado grupo P5+1 (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido, mais a Alemanha) negocia com o Irã um acordo que limite seu programa nuclear de modo que não seja possível desenvolver armas, mas permitindo o uso civil da energia atômica.
Em troca, as sanções internacionais que estrangulam a economia iraniana serão canceladas.
Entre este domingo e esta segunda (6) chegarão a Viena os outros ministros das Relações Exteriores do P5+1 para se unirem a Kerry e ao chanceler iraniano, Mohamad Javad Zarif, que têm mantido reuniões bilaterais quase diárias desde sábado, 27 de junho.

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