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Obra milionária da Sabesp no Cantareira tem desvalorização de 33%

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VENCESLAU BORLINA FILHO
CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) - A licitação da Sabesp para a obra considerada a "salvação" do sistema Cantareira foi concluída nesta quarta (1º) com depreciação de 33,17% do valor estimado pela Sabesp.
O consórcio formado pelas empresas Serveng-Civilsan S/A, Engeform Construções e Comércio Ltda., e PB Construções Ltda. ofereceu R$ 555 milhões para elaborar e executar o projeto. O valor orçado pela Sabesp para a obra foi de R$ 830 milhões.
O pregão foi iniciado na segunda-feira (29), mas acabou suspenso e retomado nesta quarta. Dois consórcios e a construtora Andrade Gutierrez Engenharia S/A informaram que vão recorrer do resultado da licitação. O prazo é de cinco dias úteis.
Entre os motivos estão a inabilitação de um dos consórcios e a discordância em relação ao valor finalizado para a obra. Representantes de construtoras acreditam que o valor seja insuficiente para executar todo o projeto.
A obra consiste na interligação entre as represas Jaguari (na bacia do rio Paraíba do Sul) e Atibainha (Cantareira). A primeira fase, de transposição da Jaguari para Atibainha, tem prazo de conclusão previsto para fevereiro de 2017. O caminho inverso está previsto para ser concluído em 2018.
A obra, incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) pela presidente Dilma Rousseff (PT), a pedido do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), terá financiamento de R$ 747 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A interligação, segundo o governo paulista, será a segurança hídrica da Grande São Paulo e da região de Campinas. Ela vai garantir uma vazão máxima de 8,5 m³/s de água da represa do Jaguari para o Cantareira. A vazão média anual prevista é de 5,13 m³/s.
DISPUTA
O consórcio formado pelas empresas Ferrovial Agromán S/A, Construcap - CCPS Engenharia e Comércio S/A, e Telar Engenharia e Comércio Ltda. foi inabilitado porque, segundo a Sabesp, uma das empresas não tinha qualificação econômico-financeira para as obras. Eles informaram que vão recorrer.
No pregão de segunda, o consórcio tinha apresentado a melhor proposta, de R$ 557,5 milhões. Porém, nesta quarta, após a retomada da licitação e análise dos documentos, a comissão de licitações da companhia de saneamento julgou inabilitado o consórcio para a disputa.
Já o consórcio formado pelas empresas EMSA (Empresa Sul Americana de Montagens) S/A, Construtora Ferreira Guedes S/A e Toniolo, Busnello S/A, e a construtora Andrade Gutierrez, informaram que vão recorrer, alegando que os R$ 555 milhões oferecidos pelo consórcio vencedor não são suficientes para executar a obra.
Entre as outras empresas que participaram da licitação estão a Constran S/A Construções e Comércio, Queiroz Galvão S/A, Construbase Engenharia Ltda., Odebrecht Global S/A, Etesco Construção e Comércio Ltda. e Cetenco Engenharia S/A.

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