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Campinas entra em 2º e Maceió em último no IDH das metrópoles

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dados divulgados nesta quarta-feira (1º) colocam a região metropolitana de Campinas na segunda colocação do ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) das metrópoles do país. A região de Maceió ficou na última posição entre 20 regiões analisadas.
Os novos indicadores atualizam o Atlas do Desenvolvimento Humano das regiões metropolitanas, lançado no ano passado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e a Fundação João Pinheiro, do governo de Minas.
Até agora o Atlas contava com informações de 16 regiões. Hoje foram acrescentados dados de mais quatro: Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba, em São Paulo, e Maceió, em Alagoas. Juntas, essas regiões têm 79 cidades.
O ranking do IDH continua liderado pela Grande São Paulo, mas agora tem Campinas na segunda posição empatada com o Distrito Federal.
O Vale do Paraíba entrou na lista em 5º e a região de Santos, em 6º. Maceió ficou em último, mas todas as regiões metropolitanas do país têm desenvolvimento considerado alto pelo programa.
O IDH é uma medida composta de indicadores de saúde, educação e renda numa escala de 0 a 1. O Atlas leva em conta o levantamento feito nos Censos de 2000 e 2010, do IBGE. Os novos dados confirmam os avanços nos indicadores socioeconômicos do país -que já haviam aparecido na primeira divulgação.
Apesar de ficar em último, Maceió teve crescimento de 24% no IDH em uma década. O aumento foi maior do que o das regiões paulistas, que avançaram 11% (Vale e Baixada) e 12% (Campinas).
Além do IDH, outros 200 indicadores tiveram crescimento nas quatro regiões metropolitanas.
O Atlas das metrópoles é uma extensão de estudo similar divulgado em 2013 sobre o IDH dos 5.565 municípios brasileiros.
DESIGUALDADE
Apesar dos avanços, os novos dados apontam que também nessas metrópoles é grande a desigualdade nas condições de vida de seus moradores.
Em Maceió, a diferença no desenvolvimento de duas regiões chega a 55%. De um lado, a área de Ponta Verde tem índice de 0,956; de outro, a área de Vales do Benedito tem o mesmo indicador em 0,522.
No contexto global, seria algo como a diferença entre o IDH da Noruega (0,944), primeira colocada no ranking mundial, com o do Quênia (0,535), que fica em 147º.
O PNUD, porém, não recomenda a comparação entre o IDH das regiões com o dos países devido a diferença na metodologia de cálculo.
Não é só em Alagoas que as disparidades aparecem. Nas quatro regiões incluídas no Atlas são grandes as diferenças nos três grandes setores da pesquisa. Na saúde, por exemplo, a variação da esperança de vida ao nascer é de mais de dez anos em todas as quatro.
Segundo o PNUD, "isso significa que a criança que nasce em uma área pobre possivelmente viverá dez anos a menos que aquela que nasce em um bairro mais rico".




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