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Família de gari morto em SP diz que atropeladora "tenta ludibriar a polícia"

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A família do gari Alceu Ferraz, 61, atropelado e morto na semana passada, na região central de São Paulo, diz acreditar que a universitária que confessou o atropelamento tenta ludibriar a polícia. A jovem se apresentou à polícia na última segunda (22) e foi liberada após ser indiciada sob suspeita de homicídio culposo (sem intenção).
No depoimento à polícia, a estudante de arquitetura Hivena Queiroz Del Pintor Vieira falou que saiu da casa de uma amiga na região de Higienópolis (centro) e foi abordada por três assaltantes na região da praça João Mendes. Na fuga, ela disse que acabou atingindo algo ou alguém, que ela não conseguiu identificar.
Um dos genros do gari, o advogado Wanderlei Marcos Vieira, afirmou nessa quinta-feira (25), em entrevista à imprensa, que há inconsistências na história dela. Entre os pontos levantados por eles estão: a distância entre o local do atropelamento e do suposto assalto, a alegação de medo para justificar a omissão de socorro e o sangue encontrado no carro da jovem.
"Indiscutivelmente, essa estudante está tentando ludibriar a polícia. Ela alega que sofreu uma suposta tentativa de assalto, mas não sabe dizer quem eram essas pessoas, se era homem, se era mulher, a que distancia estava. Além disso, ela atropelou meu sogro a 3 km de distância de onde supostamente estava sendo assaltada", afirmou.
Vieira também questionou a atitude da estudante após o atropelamento, que chegou a registrar um boletim de ocorrência, relatando a tentativa de assalto e a colisão com algo ou alguém, e a viagem dela para o Mato Grosso na manhã seguinte ao acidente.
O acidente aconteceu por volta da 0h30 do dia 16, na avenida São João. Ferraz estava acompanhado de um outro gari, que chegou a ser atingido pelo carrinho da vítima após o atropelamento. Ferraz foi socorrido ainda com vida e encaminhado para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
"Não dá pra dizer que nenhum de nós não está sujeito a de repente atropelar uma pessoa. Uma fatalidade poderia ter acontecido com qualquer um. Mas nós esperávamos minimamente que ela viesse com o objetivo de esclarecer, de dizer a verdade. Mas não é o que parece estar acontecendo", completou o genro da vítima.
'UM PEDAÇO DE MIM'
A viúva do gari, da faxineira Marilene da Silva Ferraz, 59, também participou da entrevista à imprensa na tarde dessa quinta e afirmou que não tem ódio da estudante pelo acidente, mas que espera que a justiça seja feita.
"Mudou tudo [na minha vida]. Não voltei a trabalhar. Fiquei no chão. Levaram um pedaço de mim embora, mas eu estou viva, tenho que continuar vivendo (...) Eu não vou ter meu marido de volta, ele se foi. Mas acho que ele merece justiça", afirmou bastante emocionada.
O advogado contratado pela família, Ademar Gomes, afirmou que vai entrar na Justiça com um pedido de indenização, mas que ainda estuda qual seria o valor. Segundo ele, não apenas a jovem deverá ser citada no processo, mas também seus pais.
"Ela não trabalha. Quem a mantém são seus familiares, seus pais. Então eles são responsáveis pelo ocorrido. O carro que ela tem foi uma presente do pai, ele que comprou. Ele, então, deverá responder também no campo cível pela responsabilidade", disse o advogado.
OUTRO LADO
Procurado, o advogado da estudante, Artur Osti, afirmou em nota que a jovem "não sabia ao certo o local em que os fatos haviam ocorrido, somente sabendo informar naquele momento que se tratava do centro da cidade".
Ele também afirmou que Hivenna não desceu do veículo porque não sabia que havia colidido com uma pessoa. "As condições de iluminação do local bem como por se tratar de região de alta periculosidade na madrugada, não ofereciam a necessária segurança a integridade física da declarante para que permanecesse sozinha no local", afirma.
A nota ressalta ainda que a jovem acionou o 190 e foi orientada a se dirigir a delegacia, onde foi autoriza pelo escrivão a viajar para Cuiabá, onde sua família reside e para onde já havia adquirido passagem. Segundo ela, só ficou sabendo da morte da vítima pelos noticiários, quando providenciou o retorno para São Paulo.

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Edhucca

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