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Apesar de abertura, EUA acusam Cuba de violações de direitos humanos

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GIULIANA VALLONE
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Enquanto avança com a retomada das relações com Cuba, o governo dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (25) um relatório em que acusa novamente o regime comunista de cometer graves violações dos direitos humanos.
No documento anual em que avalia a situação em todo o mundo, o Departamento de Estado não poupou críticas aos país. O órgão acusa o governo do ditador Raúl Castro de ameaçar e intimidar dissidentes políticos.
Segundo o governo americano, o país "registrou o maior número de detenções arbitrárias ao longo dos últimos cinco anos, cerca de 9.000". Porém, fez a ressalva de que 53 dissidentes foram soltos como parte das negociações com os EUA.
"A maior parte dos abusos de direitos humanos foram cometidas por agentes orientados pelo governo. A impunidade para quem comete essas violações continua ocorrendo em ampla escala", diz.
Além disso, o governo manteve o bloqueio ao acesso dos cidadãos a informações independentes e sem censura, restringindo "severamente" a disponibilidade de serviços de internet e impedindo o acesso a blogs e sites de oposição.
O relatório menciona, no entanto, a sinalização do governo de Raúl Castro, no fim de 2014, de que considerará a expansão dos investimentos em telecomunicações na ilha, "abrindo a possibilidade de um acesso maior à internet no futuro."
Desde o anúncio da retomada diplomática com Cuba, o governo dos Estados Unidos defende que a restauração das relações ajudará a coibir violações de direitos humanos no país.
Nas próximas semanas, precisa concluir a negociação para a reabertura das embaixadas cubana e norte-americana em Washington e Havana, respectivamente, como parte da retomada, anunciada em dezembro.
DEMORA
A previsão inicial é que o Departamento de Estado americano divulgasse o relatório de direitos humanos em fevereiro. A demora reforçou as suspeitas de que o governo estaria segurando as informações para evitar mal-estar com Havana.
O senador republicano e pré-candidato à Presidência Ted Cruz chegou a propor sanções ao orçamento do Departamento de Estado por cada mês de atraso. Cuba, inclusive, não é o único assunto delicado para o governo no relatório.
O Irã, com quem os Estados Unidos têm até terça para fechar o acordo sobre o programa nuclear, é acusado de abusos como restrições graves das liberdades civis e poucas, ou nenhuma, ações para punir os violadores.
"O Irã continuou a restringir severamente as liberdades civis, incluindo as liberdades de expressão, religião e imprensa, e a executar cidadãos em índice que representa o segundo maior do mundo", afirma o documento.
De acordo com Departamento de Estado, o Irã executou 721 pessoas em 2014, muitas sem julgamento justo e sem obedecer as garantias dadas por leis internacionais e pelas normas do próprio país. Oficialmente, Teerã admite 268 execuções.
No cenário global, o relatório destacou crimes cometidos por extremistas em todo o mundo. Dentre eles, cita o ataque do Estado Islâmico à minoria yazidi, em agosto, e ações do nigeriano Boko Haram e a iemenita Al Qaeda na Península Arábica.

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