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USP usar Enem dá prestígio à prova, diz ministro da Educação

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GABRIELA GUERREIRO E FLÁVIA FOREQUE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Educação, Renato Janine, comemorou nesta quarta-feira (24) a decisão da USP de adotar a nota do Enem como critério de ingresso para 13,4% de suas vagas.
"[A USP] está prestigiando uma iniciativa do MEC, que é um exame particularmente bom, bem qualificado", disse ele após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na manhã desta quarta-feira (24).
Docente da instituição, Janine ponderou que "gradualmente", a melhor universidade do país "poderá incluir mais cursos" -graduações tradicionais como medicina e engenharia ficaram de fora de medida. "O importante nisso, como em quase toda questão da educação, é persuadir, não é impor", afirmou.
GREVE NAS FEDERAIS
Janine voltou a criticar a paralisação de servidores e professores das universidades federais e argumentou que "não há reivindicação para este ano", em referência à pagamento de parcela de reajuste acordado entre os profissionais e o governo federal na greve passada, em 2012.
"Nós entendemos que este ano já foi atendido o pleito -que geralmente, é o principal- que é o reajuste para enfrentar a inflação que sempre existe." Na terça (23), o Andes (sindicato nacional dos docentes) teve reunião com o secretário de Ensino Superior da pasta, Jesualdo Farias, mas a entidade afirma que não houve progressos.
"Já no primeiro encontro com o ministro, primeira vez já informaram a data de greve, sem esperar, sem usar a greve como último recurso porque ela sem dúvida perturba muitas pessoas", disse o ministro. De acordo com o sindicato, a greve já atinge ao menos 30 das 63 universidades federais.
PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
O ministro comentou ainda o primeiro ano de vigência do Plano Nacional de Educação -a lei entrou em vigor em 26 de junho do ano passado. Segundo balanço mais recente da pasta, cinco Estados aprovaram plano local de educação no prazo definido no documento (até o fim desta semana).
Outros sete têm lei aprovada pendente de sanção do governador. "Até meados de julho, essas leis deverão estar sancionadas e teremos cerca de metade dos estados; dos 5.700 municípios, quase dois mil já promulgaram suas leis. (...) Isso é um bom sinal. Mais alguns meses, e o Brasil todo vai cumprir o seu dever.
Janine ainda comentou projeto do senador Cristovam Buarque, aprovado nesta terça (23) na Casa, que federaliza a educação básica. Se não houver questionamento de senadores, o texto segue para a Câmara.
"Na estrutura unitária, se o Estado brasileiro assumisse todas as escolas, também demoraria bastante tempo [para ter alta qualidade em toda a rede pública] e nós não teríamos o engajamento decisivo dos governadores e prefeitos", ponderou o ministro.




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