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Debate nos EUA sobre uso de bandeira escravagista chega a placas de carro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As placas de carro se tornaram um novo elemento da polêmica nos Estados Unidos, surgida após o massacre na cidade de Charleston há uma semana, sobre o sobre o uso público da bandeira confederada, símbolo utilizado pelos Estados escravistas do sul do país que se rebelaram durante a Guerra de Secessão (1861-65).
O debate surgiu após a flâmula aparecer em diversas fotos do suspeito atirador de Charleston, Dylann Roof. Ele é acusado de invadir uma igreja frequentada por negros e matar nove pessoas. O crime teria sido motivado por ódio racial.
Nesta terça-feira (23), o governador do Estado da Virgínia, o democrata Terry McAuliffe, anunciou que buscará banir a emissão de placas de carro com a bandeira confederada por considerar que o seu uso promove "controvérsias desnecessárias" e representa "sofrimento para muitas pessoas".
"Eu espero que fique claro que este Estado não apoia a exibição da bandeira de guerra dos Confederados ou a mensagem que ela representa para o resto do mundo", disse o governador.
Nos EUA, as normas para a emissão de placas de automóveis são definidas por cada Estado e é comum o uso de placas especiais patrocinadas. Em nove Estados, é permitida a emissão de placas que exibem a bandeira confederada, sendo facultativa a sua aquisição.
Os Estados que permitem esse tipo de placa são Alabama, Georgia, Louisiana, Maryland, Mississipi, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Tenessee e Virgínia. Maryland é o único Estado que permite a bandeira sem nunca ter sido membro da Confederação sulista.
A Suprema Corte dos EUA decidiu, na quinta-feira (18), apenas um dia após o massacre em Charleston, que o Estados têm o direito de negar a emissão de placas de carros com a bandeira confederada.
Por cinco votos a quatro, os juízes rejeitaram uma ação judicial que pedia que o Estado do Texas emitisse placas especiais com a flâmula por entenderem que as placas de carros são documentos oficiais e podem representar o discurso do governo.
A polêmica em torno da bandeira controversa não se limita às placas de carro. Após o atentado, a governadora da Carolina do Sul, a republicana Nikki Haley, pediu que a flâmula fosse retirada do topo de um memorial na capital do Estado por "dividir" a população.
Na terça-feira, centenas de manifestantes se reuniram diante da sede do governo da Carolina do Sul, exigindo que a bandeira confederada ali hasteada fosse removida. A medida deve ser votada pelos legisladores do Estado.
Nesta quarta (24), o governador do Alabama, o republicano Robert Bentley, ordenou que a bandeira confederada deixe de ser hasteada no Parlamento do Estado.
O debate também surgiu no Estado do Mississipi, cuja bandeira é composta pela flâmula confederada. Alguns legisladores se posicionaram favoravelmente pela modificação da bandeira do Estado.
Além disso, as principais redes varejistas e de comércio eletrônico dos EUA anunciaram a suspensão da venda da bandeira dos confederados. Adotaram a medida as empresas Google, Amazon, eBay, Sears, Target, Spence e Etsy, entre outras. Na segunda (22), o Walmart já havia anunciado a mesma política.
No Brasil, a bandeira é usada como enfeite por motociclistas e roqueiros.

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