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Prefeito de Charleston pede fim de bandeira escravagista

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ativistas e autoridades da Carolina do Sul pediram nesta segunda (22) que a bandeira da Confederação sulista, símbolo do período escravagista americano utilizado por movimentos racistas, seja removida das imediações do Parlamento estadual.
O pedido ocorre quatro dias após a morte de nove pessoas em um ataque a uma igreja da comunidade negra em Charleston, cidade da Carolina do Sul. O principal suspeito pelo atentado, Dylann Roof, 21, teria dito, segundo a CNN, que queria iniciar uma "guerra racial" no país.
"Chegou a hora de a bandeira da batalha da Confederação ser retirada da frente do Parlamento e entrar para a história", disse o democrata Joseph P. Riley, prefeito de Charleston, que caracterizou a flâmula como um "símbolo de ódio".
Segundo a rede de TV CNN, a senadora republicana da Carolina do Sul Lindsey Graham fará um pedido formal nesta segunda (22) no mesmo sentido.
No sábado, centenas de pessoas tomaram as ruas de Charleston e de Columbia, capital do Estado, pedindo a retirada da bandeira das imediações do Parlamento estadual pela governadora republicana Nikki Haley.
Há 15 anos, uma manifestação com 46 mil pessoas conseguiu retirar o símbolo de dentro do Parlamento. A bandeira, então, foi levada ao jardim do edifício, em um monumento em homenagem às vítimas da Confederação sulista na Guerra Civil Americana (1861-1865).
A flâmula adornava a placa do carro de Roof. No sábado, foram divulgadas fotos do jovem com ela em um site chamado thelastrhodesian [o último rodésio], referência à república africana da Rodésia (antigo Zimbábue), onde existiu um regime segregacionista.
DIVISÃO
A polêmica em torno da questão divide democratas e republicanos há anos.
Em 2007, Hillary Clinton defendeu que a bandeira deveria ser abolida. "Penso nos muitos cidadãos da Carolina do Sul que serviram e que hoje servem ao Exército sob nossa bandeira. Eu acredito que deveríamos ter uma bandeira à qual todos honramos", disse, segundo a Fox News. "Pessoalmente, defendo que a bandeira da Confederação sulista seja retirada do Parlamento estadual."
Já os republicanos mantêm uma atitude cautelosa e defendem que a permanência ou retirada da bandeira do Parlamento estadual deve partir de uma decisão do Estado, não do governo federal.
O único líder republicano de influência nacional a condenar o símbolo sulista foi Mitt Romney, que concorreu à Presidência americana em 2012 contra o presidente Barack Obama. "Retirem a bandeira confederada do Parlamento da Carolina do Sul. Para muitos, ela é um símbolo de ódio racial. Retirem-na em respeito às vítimas de Charleston", escreveu na rede social Twitter.

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