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Médicos residentes do Hospital São Paulo decidem parar nesta terça-feira

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os médicos residentes do Hospital São Paulo decidiram entrar em greve a partir desta terça-feira (23). Segundo a categoria, a unidade sofre com a falta de material, o que estaria prejudicando o atendimento.
A paralisação foi decidida em assembleia que reuniu mais de 300 residentes na manhã desta segunda (22). A ampla maioria decidiu pela greve.
Com isso, serão suspensos todos os serviços ambulatoriais e internações eletivas, que são as filas para cirurgia e os procedimentos e exames complexos. O atendimento de urgência e emergência será mantido, mas com o mínimo de 30% de médicos residentes. Os pacientes já internados continuarão sendo atendidos.
"O hospital sofreu mais de 40% de corte de verba federal e mais 10% de redução do repasse estadual. A qualidade do atendimento está muito prejudicada", disse o residente em clínica geral Klaus Fisher, 26, que chefia o comitê grevista.
"Hoje, do jeito que está, é um risco para a população. Não temos materiais básicos, como luvas e aventais cirúrgicos e faltam medicamentos essenciais, como antibióticos", completou.
O hospital é administrado pela Universidade Federal de São Paulo e é um dos três principais centros médicos de alta complexidade da capital, junto do Hospital das Clínicas e da Santa Casa.
Atualmente o hospital tem 900 leitos e é responsável por atender a população de uma área de 5 milhões de habitantes.
CRISE
Um dos maiores hospitais de São Paulo, o Hospital São Paulo passa por uma grave crise financeira e superlotação. Com isso, a unidade chegou a suspender as internações não emergenciais na última quinta-feira (18).
A retomada das atividades voltou gradativamente, começando pelo atendimento oncológico. O governo paulista anunciou, ainda na quinta (18), um repasse de R$ 3 milhões para socorrer o hospital se a unidade se comprometesse a retomar o atendimento completo.
Além disso, o hospital também enfrenta uma paralisação de servidores públicos federais que prejudica o atendimento aos pacientes. Segundo o hospital, falta profissionais, principalmente técnicos e enfermeiros, para realizar o atendimento.

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