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EUA poderão reforçar tropas da Otan na Europa, diz secretário de Defesa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O secretário de Defesa americano, Ashton Carter, disse nesta segunda-feira (22) na Alemanha que os Estados Unidos poderão contribuir para reforçar as forças da Otan nos países do Leste Europeu e do norte da África.
O anúncio é feito horas depois de a aliança militar ocidental aprovar a duplicação da força de intervenção rápida. A intenção é fazer frente à interferência da Rússia no conflito na Ucrânia e à crise migratória no mar Mediterrâneo.
De acordo com Carter, os Estados Unidos contribuirão com tecnologia e suporte a espionagem, forças de operações especiais, logística e o uso e venda de armas como bombardeiros, caças e mísseis em barco.
Na visão do secretário, o país não enviará um grande número de soldados à Europa, mas deslocará militares americanos de bases em outras áreas do continente. Em discurso, disse que vai garantir a defesa da região e criticou a Rússia.
"Nós não buscamos uma guerra fria, muito menos quente, com a Rússia. [...] Mas sem dúvida: defenderemos nossos aliados e ficaremos atentos às tentativas da Rússia de restabelecer a esfera de influência da era soviética."
Membros do governo americano afirmam que a intenção do país é melhorar a capacidade da força-tarefa, enquanto países da Europa como Alemanha e Holanda fornecerão os soldados. Os militares americanos só atuariam em caso de crise.
Mais cedo, em Berlim, Carter disse que a intenção é continuar a usar as sanções econômicas como primeira forma de pressão à Rússia, apesar do reforço militar da Otan.
"A melhor ferramenta que temos para confrontar a Rússia são o regime de sanções econômicas dos EUA e da União Europeia estão fazendo contra os responsáveis por este comportamento inaceitável."
REFORÇO
O discurso do secretário de Defesa acontece dias após rumores de que os Estados Unidos reforçariam sua presença militar no Leste Europeu, em resposta ao aumento da influência russa na crise política da Ucrânia.
No dia 13, o jornal "The New York Times" disse que Washington avaliava posicionar tanques, veículos de infantaria e outros armamentos em pelo menos seis países -Estônia, Letônia, Lituânia, Bulgária, Romênia e Polônia.
A Hungria poderia entrar entre estes países, segundo a publicação americana. Isso seria a primeira ocupação permanente de equipamento militar na Europa desde a Guerra Fria.
Na terça (16), o chefe de tropas da aliança ocidental, o americano Phillip Breedlove, disse que se avaliava a possibilidade de posicionar armamento pesado na região, como parte de uma operação de crise.
Em reação, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a instalação de 40 mísseis intercontinentais na região, dizendo que são parte de uma modernização em seu arsenal militar. A troca do armamento provocou críticas do Ocidente.




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