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Candidato peronista vai à TV e reafirma lealdade a Cristina Kirchner

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MARIANA CARNEIRO
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Candidato governista nas eleições deste ano na Argentina, Daniel Scioli emitiu um novo sinal de fidelidade ao kirchnerismo.
Desde a semana passada, quando Scioli foi sagrado pela presidente Cristina Kirchner como o único candidato de seu partido a participar da corrida eleitoral, o político tem feito reiterados acenos à ala mais radical de seguidores da presidente.
Neste domingo (22), o político foi entrevistado no programa 678, que é simpático ao governo e é transmitido pela TV estatal. Normalmente frequentado por políticos alinhados ao governo de Cristina, o programa recebeu Scioli pela primeira vez.
O candidato não desapontou: afirmou que é "inquebrável" sua lealdade à Cristina e ao seu projeto político, e defendeu a lei da mídia, uma das frentes de batalha do governo na opinião pública.
"A lei deve ser cumprida, é constitucional e ponto", afirmou.
Scioli teve que se explicar sobre uma passagem em um evento do Clarín, grupo de comunicação crítico ao governo, no verão deste ano.
"É um espaço de entretenimento. Sou dos que pensam que deve haver debate em todos os lados", justificou-se.
E reafirmou sua fidelidade: "Sou confiável e previsível", afirmou. Não tenho compromisso com ninguém, meu único compromisso de honra é com o homem que me deu a oportunidade em 2003 [Scioli foi vice de Néstor Kirchner], com a presidente [Cristina] e com os argentinos".
Peronista, Scioli terá como vice em sua chapa o kirchnerista Carlos Zannini, indicado por Cristina.
A avaliação de analistas é que a presidente tenta projetar influência em um eventual governo do sucessor. Além de Zannini, Scioli, se eleito, poderia manter no cargo o ministro da Economia, Axel Kicillof, outro kirchnerista.
Isso se deve à influência que Cristina mantém na política argentina. A presidente entra na reta final de seu governo com a popularidade em alta e aprovação superior a 50%. Seu apoio nas eleições é avaliado como um fator relevante na campanha.
No programa governista, Scioli referiu-se indiretamente ao tema, sem mencioná-lo. "Nas decisões com a presidente, não há imposições, há convicções", afirmou. "Não há novidade [na formação da chapa]. Onde achavam que eu iria buscar um vice?"
E defendeu a batalha do governo contra os fundos chamados de 'abutres'. "Não há nenhuma dúvida", respondeu ao ser questionado se manteria a mesma política sustentada por Cristina, que se recusa a pagar os credores internacionais. "Não é um capricho da presidente", afirmou.
O candidato elogiou o ministro Kicillof, mas evitou se comprometer com sua manutenção no cargo. "O mais importante é o alinhamento [político]", disse ele, referindo-se a um eventual mandato presidencial sob seu comando.
RELAÇÃO COM OS VIZINHOS
Durante a entrevista, Scioli afirmou que tem dialogado com líderes de outros países sul-americanos.
"Não fui à Inglaterra, estive reunido com Lula por três horas, falando dos seus sonhos, dos de Chávez, Néstor Kirchner, e da agenda que ainda falta", informou. "Eu acredito na Pátria Grande, na integração latino-americana para fortalecer a região perante o mundo."

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