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Delegacias do Rio guardam centenas de bicicletas roubadas

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RIO DE JANEIRO (FOLHAPRESS) - Há 36 dias, o servidor público Marcelo Almeida, 40, procura por sua bicicleta em delegacias do Rio. Em pelo menos duas DPs, na zona sul da cidade, 200 bikes esperam ser encontradas por seus donos.
Amontoados, os veículos não podem ser destruídos ou doados. Só que muitos proprietários, ao serem roubados, não registram a ocorrência ou então não identificam a bicicleta. Sem a identificação exata, não podem retirar seus bens.
O pátio da delegacia do Leblon, por exemplo, está repleto de bicicletas, algumas roubadas há três anos. Há, inclusive, as características bicicletas laranjas do serviço Bike Rio, que permite o aluguel em diversos pontos da cidade. No DP de Copacabana, há outra centena em uma sala.
Para encontrar sua bike, Almeida tem passado por uma peregrinação desde que foi assaltado, em 26 de abril, no Aterro do Flamengo, próximo à região central da cidade.
Na tarde daquele domingo, por volta das 17h30, ele foi surpreendido por dois assaltantes, um deles com uma faca, diante do monumento dos Pracinhas.
"Me preparava para voltar a Copacabana quando foi surpreendido por um deles. Foi muito rápido. Na hora não vi qualquer policial", disse.
Apenas uma equipe da Guarda Municipal presente ao local levou o servidor até a delegacia mais próxima, no bairro de Botafogo. A delegacia próxima ao Aterro, onde normalmente o caso seria registrado, foi fechada em março do ano passado pela Vigilância Sanitária e ainda não reabriu.
Almeida já percorreu delegacias do Centro e algumas da zona sul, mas, como não há um cadastro em uma rede interna, só resta ao proprietário buscar pela bicicleta fisicamente em cada DP.
"Ainda tenho a esperança de encontrá-la, mas isso depende da investigação policial", diz.
Segundo delegados, para recuperar as bikes, os proprietários precisam apresentar notas fiscais que comprovem a propriedade do veículo e registros de ocorrência que estejam preenchidos identificando as bicicletas de modo idêntico ao que consta na nota fiscal.
ONDA DE VIOLÊNCIA
Em uma semana, pelo menos sete pessoas foram esfaqueadas em tentativas de assaltos com o uso de faca na cidade.
O caso mais grave foi o do cardiologista Jaime Gold, 57, esfaqueado quando andava de bicicleta na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul da cidade.
Jaime não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Miguel Couto, na Gávea.
Neste sábado (23), um grupo de ciclistas fez uma missa em homenagem ao médico assassinado e planeja um protesto contra a onda de violência na cidade.

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