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Ciclistas fazem missa após morte de médico e planejam protesto no Rio

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SAMANTHA LIMA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Cerca de cem ciclistas participam, na manhã deste sábado (23), na Lagoa Rodrigo de Freitas, de uma missa em homenagem ao médico Jaime Gold, 57, a facadas nesta semana no local.
Em seguida, eles vão pedalar até o Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, onde planejam pintar o chão com tinta guache vermelha, como protesto contra a violência que tem atingido ciclistas na cidade.
Entre os presentes à missa estão o estudante de engenharia Victor Didier, 19, esfaqueado no local em 19 de abril também enquanto andava de bicicleta na Lagoa.
Ele teve os pulmões perfurados pelos golpes. Neste sábado, tomou coragem e voltou a andar de bicicleta pela primeira vez depois do acidente.
"Precisava vir para mostrar que as coisas não devem continuar desse jeito. Vou tentar, mas não sei se conseguirei pedalar até o palácio, pois ainda estou debilitado", diz.
De acordo com o ciclista Raphael Pazos, da Comissão de Segurança no Ciclismo da Cidade do Rio de Janeiro, haverá nesta quarta-feira (27) uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio, em que serão discutidos os riscos vividos pelos ciclistas e as alternativas para melhorar a segurança de quem pedala pela cidade.
Segundo Pazos, também nesta semana deverá ser votado projeto de lei que inclui a tipificarão roubo e furto de bicicletas no sistema de segurança do Estado e cria cadastro de bicicletas recuperadas.
"A criação dessa tipificação vai incentivar as pessoas a registrar os crimes nas delegacias e ajudar na investigação desses delitos. Será mais fácil identificar as áreas onde ocorrem e também quem são os receptadores", diz Pazos.
Antes do início da missa, Pazos conclamou os ciclistas a não comprar bicicletas e peças sem nota fiscal.
"Se há pessoas roubando, há um mercado para essas bicicletas e peças. E se há esse mercado, alguém o alimenta. Não podemos deixar isso ocorrer".
Pazos disse, ainda, ter sido chamado a ajudar a Secretaria de Segurança Pública a identificar, na internet, vendedores de peças de bicicletas a preços muito abaixo do mercado.
Morador de Vila Isabel, zona Norte, o securitário Marco Pinho, 52, afirma ter desistido dos passeios noturnos de bicicleta para a zona Sul, que fazia diariamente.
"Agora só passeio à noite duas vezes por semana, quando há grupos que me acompanham".
Pinho carrega uma câmera sobre o capacete, para registrar os passeios mas que também funciona como equipamento de segurança.
VÍTIMAS
O último caso de ataque à faca no Rio ocorreu noite de sexta-feira (22), por volta das 23h40, na rua da Igrejinha, em São Cristovão, zona norte.
Em uma tentativa de assalto, um homem levou um golpe no tórax e foi encaminhado para o Hospital Souza Aguiar. A informação da Polícia Militar é que ele passa bem. O hospital não divulgou informações sobre o estado de saúde.
Antes, a polícia registrou casos semelhantes na Barra da Tijuca, na praça Tiradentes e na praça Paris, na região central. Neste último local, a chilena Isidora Ribas Carmosa, 32, levou uma facada no pescoço ao questionar o assaltante que tentava roubar o seu telefone celular.
Em uma semana, pelo menos sete pessoas foram esfaqueadas em tentativas de assaltos na cidade.

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