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EUA querem contato com 'todos os cubanos', diz subsecretária

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GIULIANA VALLONE
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - A retomada das relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos permitirá ao governo americano aumentar seu contato com cubanos de todas as ideologias, afirmou a subsecretária de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson.
Jacobson participou nesta quarta-feira (20) de audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado, na véspera de uma nova rodada de negociações com a diplomacia cubana -que acontecerá nesta quinta (21) em Washington.
Cinco meses após o anúncio da retomada das relações, em dezembro, EUA e Cuba estão próximos de anunciar a reabertura de embaixadas nas capitais dos dois países. Apesar disso, Jacobson admitiu que ainda há "diferenças significativas" entre os dois governos.
"Nós continuamos a expressar nossas preocupações com a democracia, os direitos humanos e a liberdade de expressão [em Cuba]", disse. "E nós vamos buscar o contato com todos os cubanos para conhecer suas opiniões sobre o melhor caminho para o país."
Um dos pontos de divergência entre os governos é a demanda dos EUA de que seus diplomatas em Cuba possam se encontrar livremente com dissidentes do regime comunista -o que, Havana, por sua vez, quer evitar.
"Embora tenhamos progredido, ainda há mais a ser feito para garantir que uma futura embaixada dos EUA [em Havana] possa funcionar como qualquer outra missão diplomática ao redor do mundo", disse a subsecretária americana.
Enfrentando duros opositores da política americana em relação a Cuba -em especial o presidente do comitê no Senado e pré-candidato à Presidência pelo Partido Republicano, Marco Rubio- Jacobson insistiu que a política de Washington "vai permitir ao povo de Cuba que decida seu próprio futuro, criando oportunidades econômicas e aumentando seu contato com o mundo exterior".
Ela defendeu ainda que as mudanças estão ajudando o setor privado em Cuba, que está em expansão, criando novas oportunidades na ilha. As empresas americanas, disse, também se beneficiam.
Para aumentar a relação comercial, no entanto, ela lembrou que é preciso que o Legislativo levante o embargo econômico imposto pelos EUA à ilha em 1962. "O presidente já pediu ao Congresso que comece esse esforço", disse.
BANCO
Entre os entraves para a reabertura da embaixada cubana nos EUA estava a dificuldade do governo de Cuba de encontrar um banco que atendesse seus funcionários e diplomatas no país.
De acordo com um alto funcionário do Departamento de Estado americano, que falou sob condição de anonimato, isso já foi resolvido. Ele não quis, no entanto, revelar qual foi a instituição financeira que chegou a um acordo com os cubanos.
Reportagem da "Bloomberg" publicada nesta quarta afirma que o banco citado seria o Stonegate Bank, que fica em Fort Lauderdale, na Flórida.
O governo de Cuba também exige a retirada do país da lista de nações patrocinadoras do terrorismo, em que foi colocado em 1982, para concluir as negociações com os EUA.
O presidente americano, Barack Obama, já indicou a remoção de Cuba da lista -em que também estão Sudão, Irã e Síria- em abril. No próximo dia 29, termina o prazo para que o Congresso questione a decisão, o que não deve ocorrer.




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