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Primárias da oposição venezuelana dão vitória a ala moderada

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão de partidos de oposição ao governo de Nicolás Maduro, realizou neste domingo (18) eleições primárias a fim de escolher suas candidaturas para o Legislativo venezuelano.
Com a participação de pouco mais de 7% dos eleitores registrados nacionalmente, os resultados iniciais apontavam para a vitória da ala moderada da coalizão.
O bloco opositor moderado -integrado por Primeiro Justiça (PJ), Ação Democrática (AD) e Um Novo Tempo (UNT)- reivindicou em um comunicado ter conquistado 30 das 42 candidaturas a deputados escolhidas nas primárias.
O PJ, liderado pelo ex-candidato à presidência e governador do estado Miranda, Henrique Capriles, foi o partido mais votado, com a vitória de 13 dos 17 candidatos que apresentou.
O triunfo do bloco moderado representa uma derrota considerável para a ala mais radical da oposição venezuelana, liderada pela ex-deputada María Corina Machado e por Leopoldo López, que está detido desde fevereiro de 2014, acusado de incitar a violência em protestos.
O grupo de Machado, Vente Venezuela, havia apresentado seis candidatos, mas nenhum saiu vencedor no domingo.
Dos 20 candidatos da Vontade Popular, o partido de López, oito venceram as primárias, incluindo o ex-prefeito de San Cristóbal Daniel Ceballos, que também está na prisão.
A comissão eleitoral da MUD afirmou que o índice de participação foi de 7,43%, que equivale a 543.700 eleitores -um índice considerado baixo se comparado aos 3 milhões de venezuelanos que participaram das primárias de fevereiro de 2012, que apontaram Caprilles como candidato da oposição para enfrentar Maduro nas eleições presidenciais.
Jesús Torrealba, secretário executivo da MUD, denunciou "um blecaute informativo dos meios oficiais e da imprensa doméstica", depois de alegar que a cobertura das primárias nos meios de comunicação foi escassa.
O Partido Socialista (PSUV), do presidente Maduro, realizará as suas primárias em 28 de junho.
A oposição tentará, nas eleições legislativas programadas para o fim do ano, reverter a hegemonia chavista na Assembleia Nacional.

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