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Venezuela vive regime de ditadura, diz mulher de opositor

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FLÁVIA FOREQUE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Lilian Tintori, mulher do líder de oposição na Venezuela Leopoldo López, comparou o governo Nicolás Maduro a uma ditadura e pediu ajuda do governo brasileiro diante da situação no país vizinho.
"Temos vivido essas injustiças, e esse regime, que não é democracia, tem todas as características de uma ditadura. Não é ingerência quando se pede apoio pelos direitos humanos", afirmou na manhã desta quinta-feira (7), em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado.
A oposição cobrou uma manifestação da presidente Dilma Rousseff e criticou ausência de diálogo com o Itamaraty, que teria sido procurado para uma audiência com as esposas dos opositores.
Enquanto as visitantes cumpriam agenda no Senado, o ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) tem previsto em sua agenda nesta quinta (7) encontro com Tarek William, Defensor do Povo da Venezuela.
Ex-ministro de Hugo Chávez, William se manteve no alto comando do país sob Nicolás Maduro.
"Pedimos ao Brasil que se levante e que nos ajude a levantar as bandeiras da liberdade e dos direitos humanos", afirmou.
Lilian destacou que atualmente há 89 presos políticos na Venezuela e alegou que seu marido se entregou por três motivos: "Ele é inocente. A segunda [razão]: ama seu país e tem um compromisso com todos os venezuelanos. E a terceira: [quer] tirar a máscara de democrata de Maduro".
A comissão ouviu também depoimentos de Mitzy Capriles, mulher de Antonio Ledezma, prefeito de Caracas preso em fevereiro, e Rosa Orozco, mãe de jovem morta ao participar de panelaço na cidade de Valência.
"Isso é uma violação de direitos humanos, à vida, à minha pessoa como mãe. Minha alma, minha vida, se foi com minha filha. Não vou permitir que nenhuma mãe passe por isso", disse Rosa, aplaudida ao final de seu relato.
CRÍTICAS À DILMA
O presidente do grupo, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), disse ver "com cautela" a atuação de comissão de ministros da Unasul -entre eles o chanceler Mauro Vieira- para abrir diálogo entre governo e oposição no país vizinho.
"Uma sucessão de reuniões sem que se vejam resultados concretos pode permitir protelação indefinida da soltura de presos", afirmou. O tucano criticou o fato de as visitantes não serem recebidas por representantes do governo da presidente Dilma.
"[Pedimos] que essas senhoras fossem recebidas pelo ministro [das Relações Exteriores]. A alegação foi de que o tema da Venezuela é tratado no âmbito dessa comissão [da Unasul]. Ponto. Não houve sequer alternativa oferecida para que o subsecretário de América Latina as recebesse. Eu não vou esquecer disso."
O tucano Aécio Neves (MG) também fez críticas à presidente Dilma e disse ser "vergonhosa" a "omissão" do Brasil sobre o assunto. "Se o governo brasileiro se omite por relações ideológicas ou sei lá de qual natureza inaceitável, cabe às demais forças políticas ocupar esse vácuo."

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