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PM e ex-policial suspeitos por chacina em torcida do Corinthians são presos

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ARTUR RODRIGUES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) prendeu na manhã desta quinta-feira (7) um policial militar e um ex-PM suspeitos de participação na chacina na sede da torcida corintiana Pavilhão Nove, na zona oeste de São Paulo, que deixou oito mortos no mês passado.
Os presos são o soldado Walter Pereira da Silva Junior, que atua em Carapicuíba, na Grande SP, e o ex-policial Rodney Dias dos Santos. O pedido havia sido feito pelo setor de chacinas do DHPP no dia 5. A 5ª Vara Criminal aceitou o pedido.
Rodney Santos foi expulso da PM. Ele já foi condenado por receptação -foi encontrado em um carro roubado, armado e ainda tentou subornar os policiais que o pararam.
A polícia ainda investiga um terceiro PM. Esse homem, também policial, teria ido à sede da torcida uma semana antes do crime, que aconteceu no dia 18 de abril, e agredido alguns integrantes.
A suspeita sobre o envolvimento de policiais no crime foi revelada pela Folha de S.Paulo em reportagem no mês passado. Até o momento há duas linhas principais de investigação sobre a motivo da chacina: tráfico de drogas e dívida.
O alvo dos assassinos, segundo a apuração policial, era apenas o ex-presidente da torcida Fábio Domingos, 34, traficante de drogas na região da Ceagesp (central de abastecimento), na zona oeste.
PISTAS
Os investigadores ainda apuram outras duas pistas. A primeira é que o ex-presidente da torcida corintiana teria perdido um carregamento de drogas ao ser preso -na ocasião, teria sido libertado após pagamento de propina. Outra hipótese é que ele tenha pegado dinheiro emprestado com um agiota e, assim, acumulado uma dívida.
Domingos foi um dos corintianos presos em 2013 em Oruro, na Bolívia, sob a acusação de lançar um sinalizador que matou o torcedor boliviano Kevin Douglas Beltrán Espada, 14, numa partida do Corinthians pela Libertadores.
CRIME
O crime aconteceu no final da noite de 18 de abril, um sábado. As vítimas, com idades entre 19 e 38 anos, foram mortas com tiros na região da cabeça, após serem obrigadas a ficar deitadas no chão –cápsulas de pistola de 9 mm foram encontradas no local do crime.
De acordo com testemunhas, 12 homens estavam na sede da torcida quando os assassinos chegaram. Três deles conseguiram escapar e um outro, um faxineiro, foi poupado -enrolado numa faixa da torcida, disse ter só ouvido disparos.
Também de acordo com depoimento da testemunhas, antes da chacina houve uma discussão entre Fábio Domingos e os criminosos.
Inicialmente, a polícia investigava dois nomes (ou codinomes) de possíveis assassinos: André e Domênico. Depois descobriu que se tratava de uma pista falsa, plantada no início da investigação.
A torcida foi fundada em setembro de 1990, numa homenagem de amigos corintianos ao time de futebol da casa de detenção do Carandiru. A entidade tem como símbolo a figura de um dos irmãos Metralha, personagens da Disney, e atua também como bloco carnavalesco.




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