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Promotor diz que tiro que matou menino Eduardo saiu da arma de PM

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MARCO ANTONIO MARTINS, LUIZA FRANCO E FELIPE OLIVEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O promotor Homero das Neves, que acompanha as investigações sobre a morte do menino Eduardo de Jesus, 10, ocorrida no último dia 2, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, disse que o tiro que atingiu o garoto partiu da arma de um policial militar. A certeza veio após a reconstituição, que durou oito horas nesta sexta (17).
"Os tiros saíram das armas dos PMs", afirmou.
De acordo com o promotor, a certeza vem de relatos dos policiais, que afirmam que os traficantes estariam com pistolas. A polícia já sabe, a partir de perícia, que o menino foi atingido por um tiro de fuzil.
O advogado Rafael Calheiros, defensor dos policiais envolvidos no caso, não atendeu o telefone após o fim da reconstituição. Os nomes dos PMs não foram divulgados pela corporação.
Dos 12 policiais que participaram da ação que terminou com a morte de Eduardo, dois admitiram ter feito disparos. A confissão foi feita no próprio dia, perante aos outros dez agentes envolvidos na operação. Um afirmou ter dado um tiro; o outro, três. Eles são locados na UPP Nova Brasília.
Apenas os fuzis desses dois agentes foram apreendidos e submetidos a exame de balística.
O laudo da reconstituição está previsto para ser entregue em 30 dias.
A família de Eduardo e moradores locais acusam um policial de ter disparado o tiro que matou a criança. O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) admitiu, nesta semana, que a PM errou na ação.
O objetivo da reconstituição é refazer os passos de todas as testemunhas, inclusive dos policiais, e confrontar a versão deles com a da família.
Esses policiais participaram da reconstituição vestindo capuzes para evitar que fossem identificados.
Eles alegam que havia tiroteio com traficantes no momento em que Eduardo foi atingido.
Eduardo estava sentado perto de sua casa enquanto os PMs desciam por um beco próximo.
A ex-vizinha da família Josilene Rodrigues Alves, 21, diz que estava de passagem quando ouviu o tiro. "Não teve conflito nenhum. Só deram um tiro, e foi de um policial", disse ela.
O delegado responsável pelas investigações, Rivaldo Barbosa, afirma que não haverá leniência com os responsáveis pela morte do garoto
"Não passaremos a mão na cabeça de ninguém", disse. Ele espera concluir o caso em 30 dias.
Duas outras reconstituições foram realizadas para averiguar as circunstâncias da morte de outras vítimas do Complexo do Alemão: Elizabeth de Moura Francisco, 41, baleada no último dia 1º dentro de sua casa, e o PM Uanderson Manuel Gomes da Silva, morto em setembro de 2014.




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