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Turquia convoca membro do Vaticano após menção do papa a genocídio

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em seu discurso dominical, o papa Francisco mencionou na manhã deste domingo (12) o massacre de armênios durante a Primeira Guerra Mundial cometido pelo Império Otomano, classificando-o como "o primeiro genocídio do século 20".
O governo turco, que nega que o genocídio tenha acontecido, ficou desapontado com a declaração e convocou o núncio vaticano (representante oficial do Vaticano) em Ancara para expressar seu descontentamento.
O ministro de relações exteriores turco, Mevlüt Çavusoglu, declarou que "o comentário do papa contradiz a mensagem de paz e diálogo que o pontífice transmitiu em sua visita à Turquia em novembro passado". Ele ainda acrescentou que os comentários papais criaram um problema de confiança nas relações entre a Turquia e o Vaticano.
Para Mevlüt Çavusoglu, a mensagem do papa foi ainda discriminatória, uma vez que apenas mencionou a dor sofrida por armênios cristãos, sem mencionar muçulmanos nem outros grupos religiosos.

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