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Sauditas reforçam fronteira com Iêmen

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em resposta ao avanço da milícia xiita houthi, que já domina a região noroeste do Iêmen e agora ameaça tomar o controle de Áden (sul), a vizinha Arábia Saudita reforçou sua presença militar na fronteira, com o envio de equipamentos e artilharia pesada.
O movimento, confirmado por funcionários do governo americano à Reuters, aumenta as especulações de uma possível intervenção saudita para frear os rebeldes apoiados pelo Irã.
Antes que os houthis tomassem o controle de Áden, o presidente Abdo Rabbo Mansur Hadi abandonou o complexo que ocupava na cidade, a segunda maior do país. Seu paradeiro ainda é desconhecido.
Segundo a Associated Press, que cita funcionários do porto de Áden, Hadi e seus assessores teriam deixado o Iêmen, em duas embarcações, na tarde desta quarta-feira (25). Os funcionários não especificaram qual seria o destino do grupo.
Membros do gabinete de Hadi e o chanceler do país, Riad Yassin, no entanto, negaram a informação de que ele saiu do país.
O Departamento de Estado americano disse ter feito contato telefônico com Hadi na manhã de quarta, mas não informou seu paradeiro.
Hadi chegou ao poder em 2012, após a queda do ditador Ali Abdullah Saleh, que ficou 33 anos no cargo.
Saleh, o quarto ditador derrubado pela Primavera Árabe, teve sua saída confirmada após acordo assinado com mediação do CCG (Conselho de Cooperação do Golfo) --no qual a principal força é a Arábia Saudita-- e o apoio dos Estados Unidos.
Pelo acordo, Saleh recebeu imunidade e passou o poder ao seu vice, Hadi. Forças leais a Saleh estariam dando apoio militar aos houthis.
O atual presidente já havia fugido, em fevereiro, da capital, Sanaa, ocupada pelos houthis, após renunciar e ficar um mês em prisão domiciliar. Ele fez de Áden uma segunda capital ao recuar do pedido de renúncia.
Nesta quarta, a milícia houthi teria tomado o aeroporto de Áden e capturado o ministro da Defesa, general Mahmoud Al-Subaihi, durante confrontos em Lahij (sul). Eles também invadiram a base aérea de Al-Annad, usada pelas tropas americanas que deixaram o país no fim de semana.
Na TV estatal, controlada pelos rebeldes, eles ofereceram recompensa de US$ 100 mil pela captura de Hadi.
A expectativa é que o presidente participe, no fim de semana, da cúpula da Liga Árabe no Egito, que deve discutir a formação de uma força conjunta que poderia preparar o terreno para uma intervenção militar contra os houthis.
Guerra civil
O chanceler do Iêmen disse, nesta quarta, que a tomada de Áden "marcaria o início de uma profunda guerra civil no país" e de uma tentativa de "dominação do Irã em toda a península arábica".
"Os países do golfo e do Egito são os países com que contamos mais", disse Yassin em entrevista à agência AFP em Sharm el Sheikh (Egito), onde já se encontra para a cúpula da Liga Árabe.
Hadi já tinha pedido a intervenção dos países árabes no país. A Arábia Saudita já disse que tomará as "medidas necessárias" para evitar que a milícia apoiada pelo Irã tome o país vizinho.

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