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Líder da CNBB pede mais apoio dos governos para refugiados no Brasil

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DIEGO ZERBATO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Raymundo Damasceno, pediu nesta quarta-feira (25) apoio dos governos para dar mais assistência aos refugiados que chegam ao país.
Em entrevista à reportagem durante reunião do Comitê Executivo do Conselho Latino-Americano e do Caribe de Líderes Religiosos pela Paz, o arcebispo de Aparecida defendeu a criação de abrigos e acelerar o processo de documentação.
"É importante que o governo facilite também a documentação desses imigrantes e que ajude eles em tudo o que precisam, como permitir que aprendam a língua, ajudar a encontrar uma profissão e encaminhá-los para um emprego", disse.
Damasceno considera o apoio do governo como fundamental para descongestionar a assistência prestada pela Cáritas brasileira e por ordens como os scalabrinianos, que acolhem os refugiados em São Paulo.
Não há uma prerrogativa legal para que o governo brasileiro tenha que destinar verbas para cuidar dos refugiados, mas recursos já foram enviados para Estados como Acre e São Paulo para dar conta da chegada em massa de haitianos.
A abertura das fronteiras para os caribenhos deixou em colapso as entidades católicas, que são as principais receptoras dos recursos destinados pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil.
Isso prejudicou a assistência a outras nacionalidades, como os sírios, que passaram a ser acolhidos por comunidades islâmicas de todo o país.
ESTADO ISLÂMICO
No evento, que aponta as diretrizes para a convivência religiosa no país e na América Latina, Damasceno e outros líderes religiosos debateram também a influência do Estado Islâmico no mundo.
Durante entrevista, tanto Damasceno quanto o presidente da Organização Islâmica para a América Latina e o Caribe, Muhammad Hallar, disseram não ter informação de grupos radicais na região pelo momento.
Para o cardeal, o crescimento da milícia radical é uma consequência de diversos fatores, incluídos a desigualdade social, que são alheios à religião.
"As causas desse radicalismo, dessa violência extremada, não são uma característica do islamismo ou de todos os muçulmanos. São pequenos grupos radicais que estão instrumentalizando a religião para a violência e as vítimas dessa violência são os próprios muçulmanos moderados. As causas são múltiplas, inclusive a desigualdade social", disse.

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