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Com greve dos garis, lixo acumula em ruas e prefeituras buscam alternativas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A greve dos garis, que entrou no terceiro dia nesta quarta-feira (25), tem provocado acúmulo de lixo nas ruas de algumas cidades paulistas e feito prefeituras buscarem alternativas para a limpeza.
A paralisação da categoria começou na segunda-feira (23) e, segundo a Femaco (federação dos trabalhadores de limpeza), tem a adesão de 30 mil trabalhadores de 130 cidades.
Entre as cidades afetadas estão os municípios do ABC paulista e Osasco, além de cidades do interior e do litoral, que têm data-base em março. Cidades como São Paulo e Campinas têm data-base em setembro e, por isso, não participam da atual negociação de reajuste.
A categoria reivindica aumento de 11,73% nos salários, enquanto o Selur (Sindicato das Empresas Urbanas de São Paulo) oferece 7,68%. As duas partes já realizaram duas audiências de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), mas nenhum acordo foi fechado.
"Estamos buscando a dignidade dos trabalhadores. Apesar dos nossos esforços, os patronais mostraram-se intransigentes e insensíveis", afirmou o presidente da Femaco, Roberto Santiago, em nota.
Segundo a federação, o salário dos garis varia em torno de R$ 900 e R$ 1.200. No ano passado, o reajuste da categoria foi de 10%.
Na audiência de terça (24), o Tribunal considerou que a limpeza é um serviço essencial e determinou que os sindicatos mantenham 70% do funcionamento dos serviços em limpeza urbana trabalhando normalmente e 100% nos serviços de aterro sanitário e coleta hospitalar, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
A assessoria da Femaco afirmou, nesta quarta, que está cumprindo a determinação, com revezamento dos trabalhadores, embora seja difícil manter o percentual apontado pelo TRT e até mesmo o ritmo de trabalho dos profissionais que continuam em atividade por conta da exigência.
Em Osasco, a prefeitura afirmou que 70% da categoria continua trabalhando. A administração municipal afirmou ainda que a Secretaria Municipal de Serviços e Obras está com profissionais auxiliando a coleta de lixo para suprir a falta dos 30% dos profissionais que estão parados.
Uma parte dos funcionários da limpeza também continuam trabalhando na cidade de São Caetano do Sul, mas a prefeitura afirmou ainda não ter um balanço do percentual. Por conta da redução dos serviços, no entanto, prefeitura tem pedido que os moradores evitem o depósito de lixo nas ruas e avenidas do município.
A orientação aos moradores está sendo dada por telefone e por nota divulgada no site da prefeitura, que destaca o intuito de evitar, "entre outros problemas, a proliferação de insetos e doenças, além do mau cheiro".
A mesma recomendação está sendo dada pela Prefeitura de Mauá. De acordo com a administração municipal, parte da determinação feita pelo TRT está sendo cumprida, como a coleta de material hospitalar em 100%. Por outro lado, ela afirma que a coleta e varrição de ruas não estão tendo 70% dos profissionais trabalhando.
A Secretaria de Serviços Urbanos de Mauá afirmou que continua estudando medidas emergenciais caso a paralisação se prolongue por um período maior. Em média, são coletados 270 toneladas de lixo por dia na cidade.
Um dos casos mais graves na região metropolitana de São Paulo, no entanto, acontece em Santo André. Segundo o Semasa (serviço municipal de saneamento), a coleta e varrição não está sendo feita pelos profissionais de limpeza na cidade.
Nesta quarta, os coletores saíram do aterro municipal na manhã desta quarta com escolta policial solicitada pelas empresas, devido ao medo de piquetes de funcionários grevistas, mas mesmo assim retornaram sem realizar a coleta, uma vez que a PM não pode acompanhá-los por todo trajeto.
Na região central, a coleta está sendo feita pelo próprio Semasa. Na terça, a autarquia já havia trabalhado com 49 funcionários próprios fazendo a coleta dos resíduos, mais 17 funcionários que informam a população sobre o motivo do fechamento das estações de coleta. Segundo a autarquia, foi priorizada a limpeza das vias onde ocorreram as 12 feiras livres.
A Prefeitura de Guarulhos, maior cidade da região metropolitana de São Paulo, informou que os trabalhos de coleta domiciliar não sofreram nenhuma interrupção e acontece normalmente nos mais de 360 mil domicílios do município.

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