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FHC participará de grupo em defesa de opositores presos na Venezuela

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DIOGO BERCITO
MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Felipe González, ex-premiê espanhol, telefonou a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, para convidá-lo a um grupo que irá defender os opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma.
A informação foi confirmada pela Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso, que ademais afirmou que o político brasileiro aceitou o convite de González e juntou-se ao grupo. Ainda não há uma viagem planejada à Venezuela.
Uma fonte próxima a González confirmou também à reportagem que as conversas estão encaminhadas e que o político espanhol monta sua equipe para a defesa dos opositores. Diversas figuras de alto escalão foram sondadas, incluindo FHC e Ricardo Lagos, ex-presidente chileno.
Em nota oficial, FHC havia elogiado o gesto de González. "Já passou da hora de as vozes democráticas, e especialmente os governos democráticos da América Latina protestarem contra os abusos praticados pelo governo da Venezuela", disse.
O Brasil faz parte de um grupo criado pela Unasul (União de Nações Sul-Americanas) para mediar a crise entre governo e oposição.
A decisão de González foi noticiada pelo jornal espanhol "El País" na segunda (23). López está preso há mais de um ano. Ledezma, desde fevereiro deste ano.
Em entrevista à mídia espanhola, González afirmou que é necessário haver um diálogo entre o governo e a oposição na Venezuela e, para tal, "não se pode deter representantes políticos".
González afirmou que seu objetivo é a liberdade dos presos. Segundo declarações à imprensa, ele auxiliará na defesa de López e participará das audiências prévias de seu caso. O convite a Cardoso foi feito para formar um grupo de apoio de líderes latino-americanos.
Deputados chavistas responderam às declarações de González acusando o espanhol de "ingerência". Dário Vivas, deputado da Assembleia Nacional, criticou que "setores da política espanhola peçam impunidade a López e Ledezma", de acordo com o jornal "El País".
A oposição venezuelana, por sua vez, aplaudiu o anúncio de González. Henrique Capriles, duas vezes candidato presidencial e atual governador do Estado de Miranda, parabenizou a decisão e afirmou ter relação de amizade com o espanhol.

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