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Greve de garis continua pelo segundo dia e lixo acumula em bairros do Rio

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Cerca de 200 garis fizeram, na manhã deste sábado (14), uma manifestação em frente à sede da Prefeitura do Rio, na região central da cidade. É o segundo dia da greve iniciada na sexta (13). A paralisação já deixa ruas sujas e lixeiras cheias na Lapa, bairro boêmio da cidade, e também em locais na zona norte do município.
Na zona sul, a greve não atrapalhou a coleta em Copacabana, Ipanema e Lagoa. O trabalho acontece normalmente na região que mais recebe turistas na cidade.
O Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Rio decretou a greve por tempo indeterminado. Os garis pedem reajuste de 40% no salário e aumento no valor do vale refeição de R$ 20 para R$ 27.
Os garis também querem adicional de insalubridade, auxílio-funeral e adicional de qualificação. A Comlurb, a companhia de limpeza pública, informou que só aceita negociar caso a greve seja interrompida. Inicialmente, a prefeitura ofereceu um reajuste da ordem de 3%. Agora, a Comlurb já aceita aumentar a proposta para 7% caso os trabalhadores voltem ao trabalho.
O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) decretou, na sexta (13), a ilegalidade do movimento por considerar que os garis não respeitaram o período de 72h de negociação.
A desembargadora Ana Maria Soares de Moraes determina ainda que pelo menos 75% dos garis estejam nas ruas trabalhando.
Representantes da categoria e da prefeitura estiveram reunidos no tribunal na sexta, mas não houve acordo. Os profissionais que não aderiram ao movimento precisaram trabalhar na sexta acompanhados de uma escolta armada para não sofrerem represálias.
Duas reuniões já estão previstas para a próxima semana para tentar acabar com a greve. Na segunda (16), uma reunião acontece no Ministério Público do Trabalho para tentar acabar com o impasse.
Na quarta (18) já está marcada uma audiência no TRT para buscar uma solução caso não haja uma definição até a data.
Em 2014, uma greve dos garis levou a categoria a obter um reajuste da ordem de 37%. O sindicato informa que esse percentual era apenas para quem recebia o salário base (R$ 1.100).
Na sexta (13), o prefeito Eduardo Paes chegou a dizer que "trabalhadores do Brasil estão negociando para não ser demitidos".
"Se eu chegar lá no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio), montar uma barraquinha e disser 'preciso de garis emergenciais', vou trazer 18 mil garis pra cá". O Comperj, em construção em Itaboraí (RJ) --cidade a 51 quilômetros da capital--, chegou a ter 35 mil trabalhadores em agosto de 2013. No mês passado, eram pouco mais de 10 mil.

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