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Ciclone com ventos de até 340 km/h atingem ilhas de Vanuatu, no Pacífico

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A passagem de um ciclone com rajadas de vento de até 340 km/h devastou Vanuatu, país formado por um conjunto de ilhas no oceano Pacífico.
Ao menos oito pessoas morreram, mas a expectativa das equipes de resgate é que o número deverá subir. A apuração do total de vítimas pode levar dias.
"Parecia que o mundo ia acabar", disse Alice Clements, porta-voz do Unicef em Vanuatu. "Foi como se uma bomba tivesse explodido no centro da cidade. Não há energia nem água."
A capital do país, Porto Vila, ficou completamente destruída pela passagem do ciclone, batizado de Pam. Casas foram destelhadas e árvores foram arrancadas pela força do vento. Testemunhas disseram ter visto ondas com até oito metros de altura.
A energia elétrica e as comunicações permanecem cortadas em todo o país. Segundo as equipes de resgate locais, serão necessárias várias horas até que seja possível ter uma ideia clara da situação.
O ciclone Pam mudou de trajetória repentinamente e golpeou a capital, Porto Vila, com mais violência do que se esperava. Os moradores passaram a noite em abrigos improvisados.
Vanuatu tem cerca de 260 mil habitantes espalhados em 83 ilhas. Cerca de 47 mil vivem na capital.
A 2.000 quilômetros da costa da Austrália, ele é integrante da comunidade britânica. O país é considerado um dos mais pobres do mundo.
O fenômeno teve categoria cinco, o nível máximo na escala que avalia os ciclones.
"Embora ainda seja muito cedo para dizer com certeza, informações preliminares estão indicando que esse desastre natural pode ser um dos piores na história do Pacífico", afirmou, em nota, a diretora-executiva do escritório do Unicef na Nova Zelândia, Vivien Maidaborn.
O presidente de Vanuatu, Baldwin Lonsdale, está no Japão para uma conferência mundial sobre riscos de desastres e disse não saber com precisão a destruição causada pelo ciclone e pediu ajuda a outros países.
Equipes humanitárias em Papua Nova Guiné, país que fica na mesma região, disseram que pelo menos uma pessoa morreu no país.
As autoridades na Nova Zelândia se preparam para a chegada de Pam, que deve passar no norte do país entre este domingo (15) e segunda (16).

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