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​Mulher relata abandono em aborto aos 17: "fiz tudo sozinha"

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Mulher participa de ato pró-aborto em São Paulo, em 2014 Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press
Mulher participa de ato pró-aborto em São Paulo, em 2014 Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press

Nossa sociedade vai acolher as mulheres ou não? Nosso País é laico, e as decisões não podem ser baseadas em religião, devem levar em conta a saúde da mulher. Muitas estão morrendo em decorrência de abortos mal feitos.

Eu me senti desamparada. Tive uma decisão muito madura para a época, mas me virei sozinha. Fiz tudo sozinha e assumi as consequências. Felizmente eu dei sorte.”

O relato é da jornalista Fernanda*, 30 anos, de Campinas, interior de São Paulo, que aos 17 fez um aborto. Passados 13 anos, a legislação brasileira pouco avançou, e hoje a interrupção da gravidez é permitida em três situações: quando não há outro meio de salvar a vida da mulher; quando a gravidez resulta de estupro; e quando há diagnóstico de anencefalia fetal.

Neste Dia da Mulher, comemorado no próximo domingo, os números do aborto no Brasil não deixam margem para celebração. Apesar da proibição, estima-se que sejam feitos 1 milhão de abortos ilegais por ano no País e que uma brasileira morra a cada dois dias vítima de procedimentos clandestinos. Em seu relatório “Abortamento Seguro”, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, nos países onde a prática é ilegal, “muitas vezes o aborto seguro se torna um privilégio dos ricos, e as mulheres de baixa renda são mais suscetíveis a procurar métodos inseguros, que provocam a morte”.

Para a diretora de escola Luciana*, 36 anos, de Ubatuba, litoral de São Paulo, que fez um aborto em 2012, uma gravidez indesejada é uma falha, e as mulheres devem ter a chance de escolher.

“Claro que eu sou a favor do planejamento familiar, mas as pessoas são falhas. As mulheres são falhas, os homens são falhos. Não somos máquinas, não somos perfeitos. E as mulheres que abortam estão pagando com a própria vida por uma falha. Mas a gente esquece que muitos homens abortam. Porque é fácil a mulher levar uma gravidez adiante e o pai simplesmente abandonar a criança uma vez nascida. A mulher não pode abortar, mas o homem pode abandonar. É um aborto de bebê nascido. E a mulher não pode abortar um embrião.”

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