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Egito condena ativista a cinco anos de prisão por participar de protesto

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SÃO PAULO, SP - A Justiça do Egito condenou nesta segunda-feira (23) a cinco anos de prisão o ativista Alaa Abdel-Fattah por participar de um protesto não autorizado contra o governo em novembro de 2013.
Um dos principais líderes estudantis da revolta que derrubou o ditador Hosni Mubarak, em 2011, Abdel-Fattah foi condenado com outros 24 ativistas, que tiveram penas entre três e 15 anos de prisão.
Os magistrados consideraram o ativista responsável pela violência desencadeada durante a repressão policial ao ato. Ele ainda foi considerado culpado de roubar um radiotransmissor de um policial.
Pelos dois crimes, ele inicialmente havia sido condenado a 15 anos de prisão em junho. Como o julgamento ocorreu à revelia, ele teve direito a novas audiências do processo criminal.
Desde a queda do presidente Mohammed Mursi, em julho de 2013, as autoridades do Egito perseguiram tanto a Irmandade Muçulmana, da qual Mursi é um dos líderes, como outras vozes dissidentes à política das novas autoridades.
A audiência de Abdel-Fattah terminou com gritos de familiares, que pediram justiça e o fim do governo do general Abdel-Fattah al-Sisi, que derrubou Mursi e foi eleito no ano passado.
Uma de suas medidas para se opor à dissidência foi a proibição dos protestos de rua sem autorização governamental, aprovada em novembro de 2013 ainda durante o governo provisório.




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