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Divisão de verba para trios de Salvador causa polêmica

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RAFAEL RODRIGUES
SALVADOR, BA - A divisão de verba pública destinada aos trios pipoca, que saem entre os principais blocos de Salvador arrastando uma multidão que desfila de graça, já causa polêmica na capital baiana.
Ex-líder do Chiclete com Banana, Bell Marques estreou quinta-feira (12) sua carreira solo no Carnaval com o maior cachê, de R$ 300 mil. O ex-Parangolé Léo Santana vem atrás dele, com R$ 210 mil. Já Luiz Caldas, festejado como o pai do axé, recebeu R$ 190 mil.
Mas foram os R$ 120 mil pagos à cantora Luana Monalisa por duas apresentações que geraram mais debate nas redes sociais. Mais conhecida na Bahia como apresentadora de um programa vespertino, ela desbancou nomes consagrados do Carnaval.
Para efeito de comparação, Moraes Moreira, que puxou com o filho David Moraes um dos trios mais concorridos da noite de quinta (12) no circuito Dodô (Barra-Ondina) e foi um dos fundadores do Carnaval de trio elétrico, recebeu R$ 97,5 mil neste ano após ter ficado de fora da folia em 2014 –por falta de verba.
Procurado pela reportagem para falar sobre a polêmica, David Moraes classificou como “loucura” pagar R$ 120 mil para Luana.
“Ninguém aqui é contra a novidade, mas às vezes uma coisa assim é transformada num gênio intocável da noite para o dia e os critérios e valores ficam distorcidos”, disse. “Fica muito para um lado, para uma coisa que está chegando, que nem deu recado ainda, enquanto quem abriu a porta e já fez muito fica de fora”, completou o artista.
Ele lamentou que, neste Carnaval, o cantor Gerônimo, um dos ícones do ijexá, não tenha conseguido patrocínio para desfilar.
O governo da Bahia vai desembolsar R$ 7,5 milhões para a contratação de artistas.
O valor dos cachês varia de acordo com o que o artista cobra no Carnaval para tocar em outros lugares, diz o secretário de Turismo da Bahia, Nelson Pelegrino. “É uma negociação com a atração. Um cara como Bell, pelo que ele cobraria para tocar no Carnaval de São Paulo, cobrou barato para nós”, avalia.
A escolha de quem fica dentro das cordas do patrocínio público, segundo Pelegrino, é delegada ao Conselho do Carnaval, entidade formada por donos de blocos, camarotes e empresas ligadas à festa, além do “notório reconhecimento público”.
“Temos uma política de ajudar os pequenos, mas também estimular os grandes a baixar as cordas, para dar mais opções ao folião pipoca”, afirma.
O secretário se negou a comentar o cachê de Luana Monalisa, porque as negociações de valores, segundo ele, ficam a cargo do presidente da empresa de fomento Bahiatursa, Diogo Medrado. A reportagem não conseguiu localizar Medrado nesta sexta.
Completa a lista dos grandes cachês Jorge Aragão (R$ 111 mil), Margareth Menezes (R$ 100 mil), Babado Novo (R$ 80 mil), Ninha (R$ 80 mil), Mariene de Castro (R$ 67 mil), Edy City (R$ 50 mil) e Filhos de Jorge (R$ 35 mil).
Os valores foram publicados no “Diário Oficial” do Estado.

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