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Obama chama EI de "culto à morte brutal em nome da religião"

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SÃO PAULO, SP - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, voltou a condenar nesta quinta-feira (5) a brutalidade do Estado Islâmico e disse que nenhum Deus aprova o terrorismo, em discurso em um café da manhã ecumênico em Washington. 

No evento, ele disse que os atentados em Paris e no Paquistão e a guerra civil na Síria mostra que a fé e a religião podem ser revertidas para serem usadas como armas. Para ele, os autores desses crimes traem a sua fé, em vez de defendê-la. 

Ele disse que militantes do Estado Islâmico estavam "aterrorizando minorias religiosas, como os yazidis, forçando mulheres ao estupro como arma de guerra e clamando o manto da autoridade religiosa." 

"O Estado Islâmico é um culto à morte brutal e perversa que, em nome da religião, comete atos impronunciáveis de barbárie. Como pessoas de fé, estamos chamados a pressionar contra aqueles que tentam distorcer nossa religião, qualquer religião, para seus próprios fins niilistas", disse. 

Na última terça (3), o presidente americano estava reunido com o rei da Jordânia, Abdullah 2º, em Washington quando o vídeo da última morte brutal feita pelo Estado Islâmico foi divulgado. 

Nele, o piloto jordaniano Muath al-Kaseasbeh é queimado vivo em uma jaula por integrantes da milícia. Em outras ocasiões, os reféns da facção foram decapitados, sendo o último deles o jornalista japonês Kenji Goto.

 

JORDÂNIA 

Nesta quinta (5), a Jordânia anunciou que bombardeou posições do Estado Islâmico, na primeira operação após a divulgação da morte do piloto. A ação foi acompanhada pelo rei Abdullah 2º e a família de Kaseasbeh em Karak, cidade natal da vítima. 

O governo jordaniano disse que pretende dar uma resposta severa à milícia radical. Como primeira medida, executou Sajida al-Rishawi, condenada à morte por envolvimento no atentado a um hotel da capital Amã, em 2005. 

As autoridades não deram detalhes de como será a resposta, mas que estão trabalhando com todos os parceiros da coalizão contra a facção, liderada pelos Estados Unidos.
Analistas afirmam que a morte do piloto pode levar a uma invasão terrestre do território sírio dominado pela milícia, que teria apoio da maioria da população jordaniana. 

O presidente da Câmara de Representantes americana, John Boehner, disse que espera também um novo pedido do governo para autorizar uma intervenção militar contra o Estado Islâmico, que pode ser para ajudar as forças jordanianas.

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