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John Kerry chega à Ucrânia, que pede armas para enfrentar separatistas

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SÃO PAULO, SP - O secretário de Estado americano, John Kerry, chegou nesta quinta-feira (5) à Ucrânia para encontrar-se com o presidente Petro Poroshenko, que pediu ao Ocidente armas para enfrentar os separatistas pró-Russia do leste do país.
A visita acontece em meio a rumores de que os Estados Unidos estariam analisando a possibilidade de enviar armamento ao país, diante do fracasso nas negociações por um cessar-fogo e do aumento do domínio dos rebeldes na região.
O único anúncio do governo americano confirmado até o momento é a entrega de US$ 16,4 milhões (R$ 44,3 milhões) em ajuda humanitária para ajudar as populações sobre o fogo cruzado nas regiões de Donetsk e Lugansk.
Nos últimos dias, a Casa Branca descartou por ora qualquer envio de armamento à Ucrânia. Na quarta (4), o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, desautorizou o futuro secretário de Defesa americano, Ashton Carter, sobre o assunto.
Em discurso no Senado, Carter disse que os Estados Unidos deveriam enviar armas à Ucrânia. Horas depois, Earnest reiterou que esta prerrogativa é exclusiva do comandante em chefe das Forças Armadas, o presidente Barack Obama.
Membros do governo americano dizem que Kerry defenderá a retomada da trégua, acertada em setembro e rompida em definitivo em janeiro, e no diálogo político para dar fim ao conflito. O secretário de Estado deverá se encontrar com o presidente da França, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel.
No início da semana, os dois países descartaram o envio de armas à Ucrânia e defenderam uma solução diplomática. Após passagem por Kiev, o francês e a alemã seguirão para Moscou, onde se reunirão com o presidente russo, Vladimir Putin.
A relação de americanos e europeus com Putin está estremecida devido às sanções econômicas aplicadas contra o país por seu apoio aos separatistas do leste ucraniano. Nesta quinta, a União Europeia colocou em sua lista de sanções econômicas 19 pessoas e nove entidades, incluindo cinco russos.
Tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia temem que o fornecimento de armas possa aumentar a animosidade com Putin e desatar um conflito mais intenso na região.
CONFLITO
Segundo a ONU, cerca de 5.300 pessoas morreram desde o início do conflito entre separatistas e o Exército ucraniano, iniciado em abril. Destes, 224 foram mortos nas últimas três semanas, quando foram retomados os combates.
As autoridades ucranianas e separatistas afirmam que apenas nas últimas 24 horas foram mortos 14 civis e cinco militares em combates na região de Donetsk, área mais conflagrada do conflito.

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