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Um dia após temporal, moradores da Baixada Santista ainda sofrem efeitos

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BAIXADA SANTISTA - Uma chuva forte e duradoura voltou a ser o principal assunto do dia para os moradores da Baixada Santista. Assim como aconteceu nos dias 22 e 23 dezembro, um temporal iniciado na noite desta quinta-feira (22) causou diversos transtornos nas cidades da região. 

Enquanto algumas pessoas foram impedidas de sair de casa, outras foram obrigadas a fazê-lo, devido ao risco de desmoronamentos e da força das águas que invadiram algumas residências.

De acordo com a Prefeitura de Santos, o índice pluviométrico acumulado das últimas 72 horas, até às 15h desta sexta (23), foi de 255,8 mm. Até esta tarde, já choveu 77% do previsto para o mês na região.

Ao longo do dia, já sob forte sol, foi possível constatar muitos estragos e encontrar locais ainda cheios de água da chuva em Santos. Várias empresas portuárias tiveram dificuldades de operação e para controlar o fluxo de caminhões. 

Garagens dos edifícios ficaram completamente alagadas, e terrenos em obras foram tomados pela água, que ainda não foi escoada e preocupa pelo risco de virarem criadouros do mosquito transmissor da dengue.

As avenidas Nossa Senhora de Fátima e Martins Fontes, importantes vias de escoamento na entrada de Santos, continuavam alagadas às 14h, quase 20 horas após o início da chuva.

Moradores como a dona de casa Araci Lemos, 56, faziam o que podiam para limpar pequenas casa e sobrados, muito comuns na região. Araci utilizava pequenos baldes para retirar a água da cozinha, enquanto checava o funcionamento dos eletrodomésticos da casa, muitos deles atingidos pela água.


MORROS EM ALERTA 

A Defesa Civil de Santos divulgou que os morros da cidade entraram em estado de alerta nesta tarde. Foram registradas 63 ocorrências, sendo 31 deslizamentos de terra, nos morros, sete quedas de blocos rochosos, seis quedas de árvores e quatro quedas de muro. 

Foi necessário remover oito famílias (sete delas de forma preventiva). Uma, na Vila Progresso, teve perda total do imóvel. Os técnicos da Defesa Civil já estão em campo atendendo as ocorrências. 

A previsão, de acordo com a Prefeitura de Santos, é de tempestades no final da tarde e durante a noite desta sexta (23), que podem ser acompanhadas de descargas elétricas (raios) e rajadas de vento. Os cerca de 2.200 moradores de áreas de risco já foram notificados pelo órgão por meio de SMS. 

Outra situação comum ao longo das últimas horas foi a solicitação de guincho para atendimento a avarias em veículos. Em todos os bairros de Santos foram registradas ruas alagadas. 

A fisioterapeuta Suellen Correa, 25, passou por essa situação durante a madrugada, e com um agravante. Enquanto se abrigava com uma amiga em um estabelecimento da Ponta da Praia, a bateria de seu carro acabou, possibilitando a abertura das portas e o furto de uma bolsa e de uma mochila que estavam no interior do veículo.


SÃO VICENTE

A vizinha São Vicente decretou estado de atenção assim que o índice pluviométrico atingiu 100 mm durante a madrugada. Ruas, avenidas e vielas em diversos bairros ficaram alagadas, especialmente no Jockey Clube e no Jardim Guassu. Nas ruas, era possível ver muito material para construção, utensílios domésticos, animais mortos e sacos de lixo em meio à água acumulada. 

O morador da Cidade Náutica Márcio Santos Hidalgo Talarico, 31, não conseguiu sair de casa para trabalhar porque o nível de água impossibilitava o tráfego de veículos e de pessoas. Muitos comerciantes da área não puderam iniciar o expediente. Márcio disse que foi a segunda vez que ficou ilhado nos últimos 30 dias e lamentou ver tantos vizinhos perdendo móveis e equipamentos domésticos. "O estado do escoamento é péssimo, mas a população também contribui jogando lixo na rua." 

Em Cubatão, os bairros onde foram registrados maior acúmulo de chuva foram Vila São José, Vila dos Pescadores e Vila Esperança. 

A gerente de banco Anne Cássia Moura Freitas, moradora da Vila São José, conseguiu sair de casa, mas não passou pelo bloqueio de carros na altura do viaduto do Jardim Casqueiro, que dá acesso á Via Anchieta, para chegar ao trabalho. "O trecho que geralmente faço diariamente em cinco minutos fiz em 40, e ainda assim tive que retornar lentamente para casa", disse.

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Edhucca

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