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Centros de alta eficiência estimulam o parto normal no País

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Centros são reconhecidos pelo Ministério da Saúde e preenchem todos os requisitos para o funcionamento - Foto: Divulgação/Agência Nacional de Saúde
Centros são reconhecidos pelo Ministério da Saúde e preenchem todos os requisitos para o funcionamento - Foto: Divulgação/Agência Nacional de Saúde

Para realizar o parto normal, as unidades de saúde da rede pública precisam ter ambiente, espaço físico e equipamentos adequados e profissionais de saúde qualificados.

Exemplos de locais que reúnem tudo isso são os dois Centros de Parto Normal do Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte, que desde 2011 atende mulheres grávidas na capital mineira.

Os dois Centros já realizaram cerca de 2.100 partos normais desde que foram inaugurados. Os Centros de Parto contam com equipes de médicos, enfermeiras obstétricas e técnicos de enfermagem. 

Para a gestante ser atendida em um dos Centros de Parto, é preciso apresentar laudo médico atestando que a mulher pode ter o bebê de parto normal. Os Centros de Parto são reconhecidos pelo Ministério da Saúde e preenchem todos os requisitos necessários para o funcionamento.

O médico do Centro de Parto do hospital Sofia Feldman, Edson Borges, explica os benefícios do parto normal para a gestante e também para o bebê. "A mãe tem uma recuperação mais rápida, tem um risco menor de infecção e sem contar os benefícios tardios como dor crônica, e outras complicações, lesões de bexiga, de ter transfusão sanguínea. E o bebê que passa pelo trabalho de parto também tem o risco menor de complicações respiratórias, principalmente quando é um trabalho de parto espontâneo. O corpo da mulher foi preparado para ter o bebê pela via normal".

A autônoma Daiane Santiago de Sousa, por exemplo, teve seu primeiro filho há dois meses e escolheu ter o parto normal. Daiane conta que gostou muito do atendimento prestado pelos profissionais de saúde do centro de parto. "Desde o início eu sempre quis ter parto natural. Achei excelente. Foi natural, a recuperação foi super tranquila, foi rápida. Eu fiz o pré-natal lá na casa de parto normal, fui super bem atendida e a partir do momento que eu me internei, eu tive toda a assistência. Eu fui para sala de pré-parto, as meninas iam lá, verificavam minha pressão, olhavam se estava tudo certinho. Não tenho nada que reclamar não."

Centro em Salvador já realizou 1.600 partos normais

Outro local que também tem tido sucesso com o procedimento é o Centro de Parto Normal da Mansão do Caminho. Localizado na cidade de Salvador (BA), a instituição atende há três anos gestantes da capital da baiana.

A unidade é o primeiro centro de parto normal da Rede Cegonha de Salvador, programa do Ministério da Saúde que dá assistência às mães e bebês da rede pública de saúde, e já realizou cerca de 1.600 partos normais desde que foi inaugurada.

A equipe do Centro de Parto é formada por médicos, enfermeiras obstétricas e técnicos de enfermagem e os procedimentos para dar entrada são iguais aos da unidades de Minas Gerais.

Centro de Tauá já realizou 800 partos normais

Outro local modelo no procedimento é o centro de Parto Normal do Hospital Dr. Alberto Feitosa Lima, na cidade de Tauá (CE). A instituição atende há um ano mulheres grávidas e segue a mesma estrutura e modo de funcionamento dos outros centros. Em 2014, foram mais de 800 partos normais realizados.

A enfermeira do local, Andreia Guimarães, acredita que o procedimento é benéfico pois respeita o tempo do recém-nascido."A importância do parto normal é que o bebê sabe a hora de nascer, então não precisa você correr o risco de fazer um procedimento cirúrgico. Você faz o contato pele a pele imediato ela já sai amamentando de início." 

Benefícios

O parto normal reduz os riscos desnecessários para saúde tanto da mãe quanto do bebê. É o que explica o ministro da Saúde, Arthur Chioro. "O parto normal é parto não cirúrgico, é o parto que a mulher desenvolve o trabalho de parto, ela entra num trabalho fisiológico, que dá mais proteção, que diminui as internações durante longo período nas UTI's por prematuridade desses bebês. Porque isso é decisivo para diminuir a mortalidade infantil, para diminuir a prematuridade, mas acima de tudo, dar o direito às mulheres e aos seus bebês de terem um nascimento com dignidade."

Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceram novas regras para aumentar o número de parto normal no País e consequentemente reduzir o número de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar.

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