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Projeto da Itaipu está entre mais sustentáveis da América Latina

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Foto: arquivo
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O projeto-piloto Curitiba Ecoelétrico, desenvolvido por Itaipu Binacional, Aliança Renault-Nissan, Prefeitura de Curitiba e o Centro de Excelência da Indústria da Mobilidade (CEiiA), de Portugal, foi selecionado pela Fundação Konrad Adenauer e o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade para integrar a publicação Sustentabilidade Urbana: Experiências na América Latina.

O objetivo do estudo é disseminar casos de sucesso de cidades latino-americanas em temas que vão da infraestrutura verde urbana à gestão sustentável de recursos naturais.

A diretora financeira executiva de Itaipu, Margaret Groff, apresentou o projeto durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 20), que ocorreu em dezembro, em Lima, no Peru. A apresentação foi feita no painel de abertura do Caring for Climate Business Forum, evento organizado pelo Pacto Global e que teve a participação, no último dia, do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

“O reconhecimento por parte do ICLEI é muito importante porque destaca o projeto como uma iniciativa inovadora de cuidados com o clima, o que é fator essencial para darmos continuidade aos investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para a mobilidade sustentável das cidades”, afirmou Margaret Groff.

O Curitiba Ecoelétrico integra as ações do Programa de Mobilidade Elétrica Inteligente (Mob-i), desenvolvido pela Itaipu em parceria com a CEiiA. Na avaliação do ICLEI, o projeto é pioneiro no Brasil e pode “inspirar outras cidades do País e da América Latina a investirem em mobilidade elétrica, sempre quando a matriz elétrica for composta de fontes renováveis”.

Além da COP 20, Margaret Groff apresentou o Mob-i e o modelo de gestão da sustentabilidade adotado por Itaipu no Smart City Expo World Congress, realizado em novembro, em Barcelona (Espanha). O evento é considerado o maior encontro de smart cities do mundo.

Margaret Groff avalia que o reconhecimento internacional mostra que as ações de Itaipu nas áreas de sustentabilidade, inovação e meio ambiente estão no caminho certo e poderão servir de referência, no futuro próximo, para a formulação de políticas públicas que melhorem a vida nas cidades.

Sobre o Ecoelétrico

O Curitiba Ecoelétrico foi lançado em junho de 2014, com dez veículos elétricos e oito eletropostos (para abastecimento), conectados a um centro de monitoramento e controle. Os carros são utilizados pela Guarda Municipal, Setran, Departamento de Proteção Animal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e pelos gabinetes do prefeito e da vice-prefeita.

Somente nos primeiros meses de operação (84 dias), os dez veículos do projeto percorreram 16,2 mil quilômetros e evitaram que quase duas toneladas de CO2, o gás responsável pelo efeito estufa, fossem lançadas na atmosfera. A economia em relação ao que seria gasto com gasolina chega a 82%.

Outros projetos

Além de Curitiba, a publicação do ICLEI destaca projetos desenvolvidos no Recife e Rio de Janeiro, no Brasil; em San Rafael de Heredia, na Costa Rica; Cidade do México, León e Toluca, no México; Medellín e Bogotá, na Colômbia; e Lima, no Peru.

A gerente de Políticas e Estratégia do ICLEI América do Sul, Bruna Cerqueira, disse que os projetos selecionados “servem como indicativo da riqueza de ações implementadas pelas cidades de nossa rede”.

Bruna acrescentou que o compartilhamento de informações é importante porque a América Latina encontra-se em um momento de repensar o próprio modelo de desenvolvimento. “Propiciar que boas ideias e boas práticas sejam difundidas e possam inspirar ações sustentáveis nas nossas cidades é um dos objetivos da Rede ICLEI”, finalizou.

Sobre o ICLEI

De acordo com informações publicadas no site do ICLEI, a associação foi fundada em 1990 por 200 governos locais de 43 países, que se reuniram no primeiro Congresso Mundial de Governos Locais por um Futuro Sustentável, na sede das Nações Unidas, em Nova York.

A entidade “promove ação local para a sustentabilidade global e apoia cidades a se tornarem sustentáveis, resilientes, eficientes no uso de recursos, biodiversas, de baixo de carbono; a construírem infraestrutura inteligente e a desenvolverem uma economia urbana verde e inclusiva com o objetivo final de alcançar comunidades felizes e saudáveis”.

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