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Um dos autores dos atentados tinha um cúmplice, diz premiê francês

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SÃO PAULO, SP - O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, declarou nesta segunda-feira (12) que um dos três autores dos atentados da semana passada na França tinha, sem dúvidas, um cúmplice, e afirmou que as operações de busca prosseguirão.
Amedy Coulibaly, que matou uma policial ao sul de Paris na quinta-feira (7) e quatro judeus em uma tomada de reféns na sexta-feira (8) no leste da capital, recebeu provavelmente ajuda de alguém, disse Valls, prometendo que as buscas prosseguirão.
Coulibaly morreu durante o ataque ao supermercado pelas forças de segurança.
Neste domingo (11) foi divulgado um vídeo onde Coulibaly alega ser membro da milícia radical Estado Islâmico, que conquistou áreas importantes do Iraque e da Síria e pretende instaurar um Califado na região.
Na gravação, ele também diz que seus ataques e o atentado contra o jornal "Charlie Hebdo", realizado pelos irmãos Said e Chérif Kouachi, foram coordenados e reivindicou a autoria dos disparos que mataram a policial Clarissa Jean-Philippe em Montrouge, nos arredores de Paris.
A França mobilizará quase 5 mil policiais para proteger as 700 escolas judaicas no país, declarou nesta segunda-feira o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve. Segundo ele, o governo francês também mobilizará as forças-armadas como reforço.
GRANDE MARCHA
No primeiro domingo após o ataque ao semanário satírico "Charlie Hebdo", 3,7 milhões de pessoas tomaram as ruas de Paris e das principais cidades da França em uma manifestação sem precedentes na história do país para repudiar o terrorismo.
Quarenta líderes marcharam juntos à frente da multidão na capital. Na primeira fila dos chefes de Estado, caminharam o presidente francês François Hollande, a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
"Paris hoje é a capital do mundo", disse Hollande no palácio do Eliseu, antes de seguir para o ato público.
Após uma lenta caminhada de 400 metros, Hollande saiu da aglomeração de chefes de Estado e caminhou até o centro da praça Leon Blum para cumprimentar os familiares de cada um dos 17 mortos nos ataques terroristas da semana passada.
Hollande deu um longo abraço no médico Patrick Pelloux, um dos primeiros a chegar à redação do "Charlie Hebdo" após o massacre de 12 pessoas, na quarta-feira (7).
A cena foi observada por parentes de vítimas que usavam faixas com a palavra "Charlie" na cabeça. Muitos choravam e se abraçavam.
O líder francês foi também, no fim do dia, à Grande Sinagoga de Paris, acompanhado pelo premiê israelense - que havia levado à capital francesa a mensagem de que Israel é um porto-seguro aos judeus. As vítimas do atentado ao mercado kosher serão sepultadas em Israel.
O aparato de segurança contou com mais de 5 mil policiais. Atiradores de elite foram posicionados nos telhados, policiais à paisana se infiltraram no meio da turba e dez estações de metrô foram fechadas na cidade.

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