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Em 1 ano, casos de dengue caem 60% no Brasil; maior queda é no Sudeste

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NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF - O número de casos de dengue no país teve queda de 59,5% em 2014 em comparação ao ano anterior, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quarta-feira (7).
Ao todo, foram registrados 588 mil casos da doença entre os meses de janeiro e dezembro de 2014, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2013.
A queda foi maior na região Sudeste, onde o número de casos diminuiu 66,1% - passou de 918 mil a 310 mil. Sul teve a segunda maior redução, com 63,8%.
O número de casos de dengue também diminuiu no Centro-Oeste e Nordeste. Na região Norte, os casos se mantiveram estáveis, com 49 mil registrados, de acordo com o Ministério da Saúde.
O país também teve menos mortes causadas pela doença. Em 2014, foram 405 mortes em decorrência da dengue, contra 674 no ano anterior.
Apesar da redução, a população deve manter os cuidados, uma vez que a chegada do período de chuvas facilita a proliferação de criadouros dos mosquitos que causam a doença, afirma a pasta.
"PRIMA DA DENGUE"
Enquanto o número de casos de dengue diminuiu, o país passou a enfrentar em 2014 o aumento nos registros de uma outra doença, transmitidas pelos mesmos vetores da primeira: a febre chikungunya, conhecida como "prima da dengue".
Até 27 de dezembro, já haviam sido confirmados 2.258 casos de chikungunya. No fim de novembro, um boletim do Ministério da Saúde apontava 1.364 - um aumento de 65% em cerca de um mês.
Do total de casos, 93 foram importados, ou seja, adquiridos por pessoas que viajaram para países onde também há transmissão da doença. Os demais são casos autóctones, adquiridos no Brasil.
Os Estados do Amapá e Bahia concentram a maior parte dos registros. O foco é maior em duas cidades: Oiapoque (AP), que já registra 1.146 casos, e Feira de Santana (BA), com 816.
O novo levantamento aponta ainda 198 casos confirmados em Riachão do Jacuípe (BA), um em Baixa Grande (BA), três no Distrito Federal e um em Campo Grande (MS).
SINTOMAS
A infecção por chikungunya é semelhante à ocorrida pela dengue. Os sintomas da doença são parecidos, como febre, mal-estar e dores e manchas vermelhas, mas o chikungunya pode causar dores mais fortes (e de maior duração) nas articulações. As duas doenças são transmitidas pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes Albopictus.
Ao contrário da dengue, no entanto, a chikungunya tem letalidade baixa - cerca de 1 morte para 1.000 casos. Em até um terço dos casos, as dores articulares continuam por um mês ou mais.
O Ministério da Saúde afirma ter elaborado um plano nacional de contingência da doença, que prevê ações como intensificação das ações de vigilância, treinamento de profissionais e a preparação de laboratórios de referência para diagnóstico, além da eliminação dos criadouros do mosquito.
A pasta informa ainda que pretende repassar, até o fim de janeiro, cerca de R$ 150 milhões para o combate da dengue e da chikungunya.

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