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Itália: Rivalidade interna coloca governo sob pressão

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O governo do primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, parece estar próximo do colapso, na medida em que sofre pressão de Matteo Renzi, novo líder do Partido Democrático de centro-esquerda e estrela em ascensão da política italiana. Renzi, de 39 anos, acusa o primeiro-ministro de não ter feito o suficiente para ajudar o país a sair da recessão.

Prefeito de Florença, Renzi tem amplo apoio público e ganhou com grande facilidade a eleição em dezembro para se tornar líder do Partido Democrático, grupo de centro-esquerda do qual Letta também faz parte.

Desde então, Renzi tem sido um constante crítico do governo de Letta, que tem tido dificuldades de aprovar reformas ousadas desde que chegou ao poder há quase um ano. Enquanto isso, a forte popularidade do prefeito gerou a esperança de que ele possa melhorar o sistema político e econômico da Itália.

As tensões entre Renzi e Letta ganharam destaque esta semana, levando o primeiro-ministro a anunciar planos para uma nova agenda e uma possível reforma do seu gabinete. Ele se reuniu nesta quarta-feira com Renzi para discutir os próximos passos, mas nenhum dos dois falou com a imprensa. O porta-voz de Letta afirmou que ele concederá uma entrevista coletiva ainda hoje.

Se a nova agenda de Letta não for capaz de angariar apoio suficiente com Renzi e os partidos que apoiam atualmente a coalizão, o primeiro-ministro pode renunciar, abrindo caminho para o prefeito de Florença se tornar o quarto primeiro-ministro da Itália em pouco mais de dois anos.

Renzi tem consolidado sua influência nos últimos dois meses com o lançamento de uma ampla agenda legislativa que inclui propostas para reduzir a alta taxa de desemprego da Itália e reformar a lei eleitoral do país, amplamente responsabilizada pelo impasse que afligiu o Parlamento italiano.

No mês passado, Renzi chegou a um acordo inicial com o líder de centro-direita e ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi referente à nova lei eleitoral. O projeto, que é agora assunto de debate parlamentar, deve angariar bastante apoio. O acordo também contém um pacote de reformas constitucionais, incluindo a reforma do Senado italiano. Renzi também trabalha em um plano para reformar o mercado de trabalho italiano ao introduzir contratos novos e mais flexíveis para os jovens.

Nas últimas semanas, algumas figuras políticas, incluindo membros do gabinete de Letta, encorajaram Renzi a derrubar Letta e formar seu próprio governo, que deve ter apoio suficiente para aprovar as reformas propostas. Fonte: Dow Jones Newswires.

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