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Policiais da PF acusados de crimes vão a júri popular

Da Redação ·
Os policiais federais acusados de sequestro, extorsão e duplo homicídio durante uma investigação paralela no Rio de Janeiro, em 2005, vão a júri popular. A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve hoje a decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que havia rejeitado um recurso dos réus: o agente Marcos Paulo Rocha e o escrivão Fábio Marôt Kair. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no Rio, eles foram responsáveis pelos assassinatos de Marcelus Marques e Roni Cardoso, e os sequestros de Pedro Elias e Mário Fernandes. Os crimes ocorreram em março de 2005. De acordo com o MPF, enquanto eram mantidos em cativeiro, Pedro e Mário foram obrigados pelos policiais a fornecer informações sobre um furto de cheques que ocorrera dias antes na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. Os policiais, que faziam parte de uma quadrilha, segundo o MPF, queriam as informações para obter vantagens financeiras. Depois de ameaçadas, as vítimas apontaram Marcelus como um dos envolvidos no furto. Na denúncia, o MPF informa que os policiais foram ao encontro dele, que teria se negado a responder as perguntas. Os dois teriam assassinado a tiros Marcelus e Roni, que o acompanhava dentro do veículo. Este não é o único processo envolvendo os policiais. Em 2004, eles foram denunciados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, receptação e coação no curso do processo pelo desvio de cheques apreendidos durante a Operação Rudis, da PF, em outubro daquele ano.
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