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Grande evento celebra a beatificação de Irmã Dulce na Bahia

Da Redação ·
 Grande evento celebra a beatificação de Irmã Dulce na Bahia
fonte: AE
Grande evento celebra a beatificação de Irmã Dulce na Bahia

Um grande evento que deve contar com mais de 70 mil pessoas, ter apresentações artísticas e a presença da presidenta Dilma Rousseff (PT) marca neste domingo, em Salvador, a cerimônia de beatificação da religiosa baiana Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce (1914-1992), que passa a ser conhecida como Bem-Aventurada Dulce dos Pobres.

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Nascida em 26 de maio de 1914 em Salvador e batizada como Maria Rita Lopes Pontes, a religiosa, da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, pode se transformar na primeira santa nascida no Brasil, o país com o maior número de católicos do mundo.

A cerimônia será no Parque de Exposições de Salvador e presidida pelo arcebispo da cidade e cardeal primaz do Brasil, Murilo Krieger, em um ato no qual participarão as autoridades civis e religiosas, e 70 mil fiéis, pelos cálculos dos organizadores.

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Segundo o cardeal, a beatificação da Irmã Dulce recai sobre uma pessoa "frágil, pequena e delicada", que "conseguiu ajudar sempre" os doentes que cuidava. Irmã Dulce entregou sua vida ao serviço dos necessitados e desenvolveu uma obra social na Bahia, onde fundou hospitais de caridade e uma rede de apoio social que dirigiu até sua morte, em 13 de março de 1992, aos 77 anos.

Por sua obra, em 1988 foi candidata ao Prêmio Nobel da Paz e, em outubro de 1991, cinco meses antes de sua morte, recebeu em seu leito a visita do também beato papa João Paulo 2º, durante a segunda visita do pontífice ao Brasil. "Durante muito tempo pensava-se que a santidade era algo que só ocorria na Europa", ressaltou Krieger, quem em 2002 participou da canonização da freira italiana Amabile Visintainer (1865-1942), que passou a ser chamada Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

O processo de beatificação da Irmã Dulce começou em 1999 e quatro anos depois, em 2003, dez médicos brasileiros e três italianos certificaram o "caso extraordinário de um padre", milagre que foi reconhecido por unanimidade pela Congregação para as Causas dos Santos. O milagre ocorreu em janeiro de 2001 quando Claudia Santos de Araújo, do vizinho Estado de Sergipe e devota a Irmã Dulce, sofreu uma grave hemorragia durante o parto e ficou em estado de coma. A gravidade da situação era tanta que os médicos deram a ela poucas horas de vida. Um sacerdote amigo dela que sabia da sua fé em Irmã Dulce orou pedindo por sua saúde e em questão de horas a parturiente estava plenamente recuperada. Dois dias depois, ela recebeu alta do hospital com seu bebê, sem que os médicos tenham conseguido explicar o que havia ocorrido.