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Sindicato de funcionários critica segurança da USP

Da Redação ·
O Sindicato dos Funcionários da Universidade de São Paulo (Sintusp) emitiu no final da tarde de hoje uma nota de pesar sobre o assassinato de Felipe Ramos de Paiva, estudante da Faculdade de Economia e Administração (FEA). No texto, o Sintusp culpa a terceirização da segurança do campus pelo aumento da criminalidade na USP. O sindicato defende a volta da segurança exercida exclusivamente por trabalhadores da universidade e a saída de Ronaldo Penna, investigador de polícia que atualmente coordena a segurança da USP. No texto, também é criticada a atuação da Polícia Militar (PM) dentro do campus. "Devemos lembrar que tantos outros crimes têm ocorrido cotidianamente na Universidade de São Paulo desde que o investigador de polícia, Ronaldo Penna, assumiu a coordenação da segurança da USP e resolveu terceirizar a segurança do campus, cuja responsabilidade era da Guarda Universitária", diz o sindicato. "Desde a terceirização da segurança a criminalidade cresceu de forma assustadora na universidade", continua. Em outro trecho da nota, o Sintusp afirma que "a Polícia Militar está dentro da universidade como nunca, inclusive fazendo blitz com armas de grosso calibre, (...), inclusive no dia do assassinato de Felipe, em frente à FEA, local onde ocorreu o crime. O que foi retirado foi uma 'base' da PM, instalada no campus Butantã da USP. A Universidade de São Paulo já tem o 16.º Batalhão da PM, que foi construído há muitos anos, em área cedida pela USP, com 1.800 policiais militares e uma Academia de Polícia dentro do campus".

O sindicato conclui a nota pedindo "a volta da segurança exercida exclusivamente por trabalhadores da USP, a saída deste policial da segurança e o fim de toda corrupção que envolve o processo de terceirização e várias outras medidas, como ampliação da iluminação, etc".

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