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Taleban mata 35 operários afegãos que construíam estrada

Da Redação ·
Taleban mata 35 operários afegãos que construíam estrada
fonte: AP
Taleban mata 35 operários afegãos que construíam estrada

A milícia islâmica do Taleban disparou na madrugada desta quinta-feira contra operários afegãos que trabalhavam na construção de uma estrada na Província de Paktia, no leste do país, deixando ao menos 35 mortos e mais de 20 feridos, afirmaram fontes oficiais. As vítimas foram atacadas em um acampamento perto da rodovia em que trabalhavam.

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O ataque aconteceu no mesmo dia em que manifestantes voltaram a sair às ruas da cidade de Taloqan, norte do país, para protestar contra ataques da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) contra civis.

Durante a emboscada em Paktia, oito militantes foram mortos quando seguranças da empreitera responsável pela obra, a afegã Glaxy Sky, responderam ao ataque, disse um porta-voz da província.

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"Um numeroso grupo taleban atacou uma empresa de construção de estradas na Província de Paktia. O confronto entre os seguranças da companhia e os agressores durou duas horas", disse o porta-voz do governo provincial, Rohullah Samoon.

O ataque ocorreu em um distrito montanhoso na estrada que liga as províncias de Paktia e Khost.

Esse é o ataque mais violento realizado pelo Taleban no Afeganistão desde fevereiro, quando integrantes do grupo deixaram 42 mortos em um banco na cidade de Jalalabad.

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O Taleban decretou recentemente o início de uma "ofensiva de primavera", com ataques contra alvos oficiais. Desde o início do mês, o Taleban iniciou uma ofensiva por todo o país para aumentar a pressão sobre as tropas internacionais da Otan e do Exército afegão perante a perspectiva de retirada progressiva das forças dos EUA, cujo início está previsto para o julho.

Operários que trabalham na construção de estradas são alvos frequentes do Taleban. Em dezembro, militantes do grupo islâmico sequestrou quatro trabalhadores turcos e seu motorista, em Paktia.

Em áreas remotas do Afeganistão, o Taleban e outros grupos insurgentes cobram dinheiro das empresas construtoras. Em alguns locais, é considerado impossível realizar obras sem pagar propinas aos comandantes locais.

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O ataque aconteceu um dia depois de um atentado suicida e violência durante um protesto contra a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) terem deixado 25 mortos no país. Segundo dados das Nações Unidas, 2.777 civis morreram no ano passado pelo conflito armado no Afeganistão, sobretudo no sul e no leste do país, onde os grupos rebeldes são mais ativos.

O ataque suicida foi lançado nos arredores de Jalalabad, no leste do Afeganistão, deixando ao menos 13 mortos e cerca de 20 feridos ao lançar. Com um veículo cheio de explosivos, o suicida se chocou contra uma caminhonete em que estavam recrutas da polícia que retornavam de um centro de instrução, disse o porta-voz do governo provincial de Nangarhar, Ahmed Zia Abdulzai.

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O ataque, no distrito de Besot, ocorreu justamente em frente dos escritórios de alfândegas e atingiu também diversos civis que se encontravam nos arredores.

Previamente, mais de mil manifestantes, enraivecidos por uma operação da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) suspeita de ter matado quatro civis na madrugada, entraram em confronto nesta quarta-feira com forças de segurança nas ruas da cidade de Taloqan, norte do país, deixando ao menos 12 mortos.

Os manifestantes entraram em confronto com a polícia e tentaram invadir a sede da Otan na cidade, capital da Província de Takhar, disseram autoridades locais, acrescentando que os choques deixaram também 50 feridos. No início da tarde (horário local), a polícia conseguiu controlar a situação.

Segundo o governador da província, Abdul Jabbar Taqwa, a polícia abriu fogo quando os manifestantes se dirigiam a seu escritório na cidade de Taloqan carregando os corpos dos quatro mortos supostamente pela ação da Otan.