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Strauss-Kahn em cela anti-suicídio

Da Redação ·
 Strauss-Kahn em cela anti-suicídio
fonte: Divulgação
Strauss-Kahn em cela anti-suicídio

Os guardas prisionais de Rikers Island querem garantir que nada de mal acontece a Dominique Strauss-Kahn. O ainda director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) está numa cela individual de 3 por 4 metros, numa ala isolada e sob apertada vigilância anti-suicídio.

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Na avaliação psicológica a que foi submetido, terá dito algo que alertou os médicos. Segundo Norman Seabrook, do estabelecimento prisional, confirma as novas medidas: «Ele está sob custódia de protecção. Recebe vigilância contra suicídio. Isto significa que é vigiado 24 horas por dia, seja através de uma câmara, um guarda, ou de ambos.

Os detidos sob esta vigilância especial são controlados a cada 15 ou 30 minutos, vestem farda prisional e usam sapatos sem atacadores. Mas no caso de Strauss-Kahn, há medidas adicionais. «Ele sofre de um distúrbio do sono, por isso tem um aparelho chamado CPAK. Ele põe uma espécie de máscara de gás, à noite ou quando quer dormir, e isso permite-lhe dormir», explica Norman Seabrook.

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Sem perder o sono, os advogados de Strauss-Khan trabalham na preparação da ida a tribunal esta sexta-feira, onde comparecerá perante um júri que vai decidir sobre os fundamentos das acusações.

A defesa poderá agora admitir que houve uma relação sexual, mas que foi consentida pela vítima. Mas o problema será prová-lo em tribunal. Esta é, aliás, uma das dificuldades dos crimes de natureza sexual, segundo explica Matthew Galluzzo, especialista em crimes sexuais. «Depende, em grande medida, da credibilidade da vítima. É preciso alguém com muita experiência no terreno para avaliar se alguém é credível, e depois ser capaz de o provar a um júri».

Dominique Strauss-Khan é acusado de cinco crimes, que lhe podem valer mais de 70 anos na prisão.