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Mortes de judeus são condenadas na Espanha

Da Redação ·
Mais de três séculos depois que 37 judeus de Mallorca foram mortos durante a Inquisição Espanhola por praticarem sua fé em segredo, o presidente regional das Ilhas Baleares, Francesc Antich, emitiu hoje uma condenação oficial. Foi a primeira vez que as mortes de 1691 foram criticadas por um funcionário do governo em Mallorca. A federação nacional judaica da Espanha disse que é a primeira vez que um evento dessa natureza acontece no país. "Nós nos atrevemos a reunir aqui para reconhecer a grave injustiça cometida contra aqueles cidadãos que foram acusados, perseguidos e condenados à morte por sua fé e suas crenças", discursou Antich para 130 pessoas reunidas na cidade de Palma. Em 1492, os judeus espanhóis tinham duas opções: converterem-se ao catolicismo ou deixar o país. Muitos saíram e foram para cidades como Istambul, Londres e Cairo. Outros abandonaram sua religião e adotaram o catolicismo. Mas alguns se converteram apenas publicamente, continuando a praticar o judaísmo em segredo. A inquisição espanhola procurou identificá-los e punir as falsas conversões. Em Mallorca, foram 82 condenados em 1691. Três cerimônias públicas de condenação - conhecidas como "autos de fé" - aconteceram em Palma de março a julho, nas quais 34 judeus foram executados e tiveram seus corpos queimados. Outros três - incluindo um rabino - foram queimados vivos. As informações são da Associated Press.
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