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Justiça analisa caso de jovem acusada de matar o pai

Da Redação ·
O futuro da estudante de direito Érika Passarelli Vicentini Teixeira, de 29 anos, acusada de planejar o assassinato do próprio pai, Mário José Teixeira Filho, de 50, está nas mãos da juíza Sabrina da Cunha Peixoto Ladeira, da comarca de Itabirito, na região central de Minas Gerais. A magistrada é a responsável por analisar a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra a universitária, que está foragida, além do namorado da jovem, Paulo Ricardo de Oliveira Ferraz, de 19, e o pai dele, o cabo reformado da Polícia Militar Santos das Graças Alves Ferraz, de 47. Os dois já estão presos por suspeita de envolvimento no homicídio. Caso Sabrina Ladeira acate a denúncia, o trio poderá ser mandado a júri popular pela morte de Mário Filho, ocorrida em agosto do ano passado. O promotor Christiano Leonardo Gonzaga Gomes concordou com a tese da Polícia Civil de que os acusados mataram Mário Filho para que Érika recebesse R$ 1,2 milhão de três apólices de seguro feitas pela vítima. As investigações revelaram que, à princípio, pai e filha pretendiam dar o golpe nas seguradoras, simulando a morte de Mário Filho, mas a fraude não deu certo. Segundo a denúncia, Érika teria ficado revoltada. Primeiro, pensou em denunciar o pai à polícia, pois ele já havia cumprido pena por estelionato e estava foragido da Justiça. Mas, de acordo com as investigações, ela mudou de ideia e resolveu matar o pai com a ajuda do namorado e do sogro, apontado pela Polícia Civil como o autor da execução. A estudante teria atraído o pai ao local do assassinato, enquanto o namorado, ainda segundo a denúncia, ficou de guarda na rodovia próxima ao local onde a vítima foi morta. Nos primeiros depoimentos, eles negaram o crime, mas uma série de evidências, como a quebra do sigilo telefônico dos acusados, mostrou que eles estavam no local do assassinato na hora em que Mário foi morto. Assim, a Justiça decretou a prisão preventiva do trio. Paulo Ferraz foi preso no último dia 20 e o cabo Santos se apresentou em uma unidade da Polícia Militar uma semana depois. Érika, por sua vez, continua foragida. Apesar de procurada pela polícia, a estudante foi passar o feriado da Semana Santa no Espírito Santo, onde foi filmada tomando cerveja em um quiosque à beira-mar. Cópia do mandado de prisão da universitária foi enviada à polícia capixaba, mas ela ainda não foi encontrada. A Polícia Civil mineira também enviou ofício à Polícia Federal para que o nome da jovem seja incluído no sistema de controle de emigração, na tentativa de evitar que a acusada deixe o País. Érika morava no bairro Belvedere, um dos mais valorizados da capital mineira, e gostava de ostentação, mas, segundo a polícia, sustentava os altos gastos com cheques sem fundo. Investigações do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil mineira revelaram que o modo de agir da estudante era semelhante ao do pai e da mãe dela, Mara Lúcia Passarelli, também acusados de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
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