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Píeres na região de Angra devem custar R$ 49,1 mi

Da Redação ·
A construção de quatro píeres para permitir a evacuação pelo mar no caso de acidentes nas usinas nucleares de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense, deve custar R$ 49,1 milhões, mas ainda não há definição sobre o órgão responsável pela obra. Os projetos dos atracadouros já foram concluídos pela Eletronuclear, que administra as centrais atômicas. A empresa, no entanto, afirma que a ampliação do plano de fuga não está entre suas obrigações. O planejamento deve ser encaminhado aos governos estadual e federal. Os quatro píeres sugeridos pela empresa seriam erguidos na Praia Brava (a 3 km das usinas), na Praia Vermelha (a 6 km), no Frade (a 10 km) e em Mambucaba, em Paraty (a 8 km das centrais). As obras deverão exigir a dragagem da costa, com o objetivo de permitir a atracação de embarcações de grande porte. Atualmente, 22 mil pessoas vivem em um raio de 15 km de distância das usinas. "Trata-se de um plano complementar de evacuação pelo mar. Atualmente, a operação das usinas é segura e existem saídas da população pela rodovia Rio-Santos", avaliou o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Desde o acidente com as usinas de Fukushima, no Japão, a empresa responsável pela administração das centrais de Angra vem sendo pressionada a dar explicações sobre suas políticas de segurança. Esta semana, representantes da empresa participaram de pelo menos três eventos que tiveram como tema o programa atômico brasileiro.
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