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Rio pretende modernizar antigos batalhões da PM

Da Redação ·
O secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, apresentou hoje à Casa Civil do Governo do Estado um projeto para substituir os batalhões da Polícia Militar por prédios menores e mais modernos. Ele afirmou que pretende acabar com "aquartelamento" da tropa e diminuir para no máximo 20% o efetivo dedicado a serviços internos. "O policial não deve ficar aquartelado. Deve estar na rua. Vamos nos desfazer destes terrenos e construiremos prédios modernos, ecológicos e dinâmicos, com estrutura de empresas. As polícias de Los Angeles e Nova York já funcionam desta forma", disse o secretário. A Polícia Militar herdou do exército, no século passado, a maioria dos seus 40 quartéis na região metropolitana do Rio. Em média, as instalações ocupam mais de um quarteirão, tanto em áreas nobres da zona sul como na zona norte e nos subúrbios da cidade. "Na realidade atual, não há necessidade de um batalhão com piscina e campo de futebol", afirmou o secretário. O 6º Batalhão de Polícia Militar da Tijuca (zona norte) será o primeiro a ser demolido. O novo projeto custará R$ 22 milhões. Chamadas de "Batalhão-Padrão", as novas sedes terão paredes de vidro e área aberta à comunidade, com praça e espaços comerciais que serão alugados por lojas. A intenção é reaproveitar a água da chuva e usar energia solar. Um projeto que está pronto, mas ainda sem o orçamento fechado, é o do Comando Geral da Polícia Militar. Situado no centro do Rio, em um quarteirão que vai dos Arcos da Lapa até a Cinelândia, o quartel será reduzido a dois prédios separados pela capela, que será preservada. O resto do terreno poderá ser leiloado. Outra unidade que está na mira da secretaria é o 13º Batalhão de Polícia Militar da Praça Tiradentes, também no centro. As instalações são antigas e precárias, mas a localização é privilegiada, em frente a uma das poucas áreas verdes da região. A sede do 2º BPM de Botafogo é outra que deverá constar do projeto. Hoje, representantes do Estado Maior da PM estiveram no batalhão para discutir o assunto.

Os imóveis do bairro da zona sul carioca tiveram uma forte valorização desde a instalação da primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Morro Dona Marta, em 2008. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, com a pacificação das favelas, o efetivo de policiais no asfalto não deve aumentar, principalmente na zona sul, que não tem mais áreas para crescimento imobiliário.


Outro quartel que ocupa quase um quarteirão em área valorizada é o 19º, em Copacabana, mas ainda não há definição sobre a venda ou reformas no local.


Leblon


Com um terreno que chegou a ser avaliado em R$ 220 milhões, o destino da sede do 23º Batalhão de Polícia Militar do Leblon permanece indefinido. Atualmente, o governo do Rio desistiu da venda para a construção de casas e optou por erguer ao lado o Parque Bossa Nova, cuja obra está orçada em R$ 68 milhões. A Secretaria de Turismo informou que o convênio para a obra, financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), será assinado em abril.

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