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Corrida presidencial se acirra no Peru

Da Redação ·
A corrida presidencial no Peru está ficando mais acirrada, na medida em que o ex-presidente Alejandro Toledo cai nas pesquisas de intenção de voto e o líder nacionalista Ollanta Humala ganha mais força. Duas novas pesquisas nacionais de opinião mostram que nenhum candidato deve ganhar no primeiro turno da eleição, marcado para 10 de abril, embora no momento cinco candidatos tenham possibilidade de passar para o segundo turno. O levantamento também mostra o ex-primeiro-ministro Pedro Pablo Kuczysnki, de 72 anos, ganhando terreno. O crescimento de Humala nas pesquisas pode causar certo nervosismo entre investidores, pois sua plataforma de campanha inclui a extensão do controle do Estado sobre os recursos naturais e sobre a economia. Ex-oficial militar com tendências esquerdistas, Humala perdeu por muito pouco o segundo turno da eleição presidencial de 2006 para o presidente Alan Garcia. Uma pesquisa realizada pela Datum Internacional, divulgada hoje, coloca Humala em segundo lugar pela primeira vez desde o início da campanha. O levantamento da Datum indica que Toledo tem 20,02% das intenções de voto, seguido por Humala, com 18,5%. A congressista Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, aparece com 17%, seguida pelo ex-prefeito de Lima Luis Castaneda (15,5%) e por Kuczynski (12,7%). Ontem, a empresa de pesquisas Ipsos-Apoyo divulgou seu levantamento, no qual Toledo aparece com 23% das intenções de voto e Fujimori com 19%. A pesquisa dá a Humala 19% e Kuczynski aparece com 14%, empatado com Castañeda. Analistas políticos dizem que Toledo se tornou muito confiante nas últimas semanas, depois de as pesquisas o terem colocado em primeiro lugar com quase 30% das intenções de voto. Hoje, Toledo disse que sua campanha terá como objetivo apresentar suas propostas de maneira mais apropriada. Na eleição de 2006, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apoiou publicamente Humala. Nesta campanha, Humala tem tentado ligar sua imagem a políticos mais moderados. "Os peruanos veem o projeto nacionalista como algo que pode resolver seus problemas e que representa uma expectativa de mudança", disse Humala. Kuczynski foi ministro de Minas e Energia na década de 1980, ministro de Finanças e chefe de gabinete no governo de Toledo (entre 2001 e 2006) e é um importante investidor internacional. Ele tem cidadania norte-americana, mas disse que vai renunciar a ela. Embora Kuczynski estivesse bem atrás nas intenções de voto, uma campanha inovadora que o mostra como uma pessoa "de fora" do círculo político tem funcionado, especialmente entre eleitores jovens. "Eu sempre pensei que subiríamos nas pesquisas com o apoio dos jovens e da população que não confia em políticos tradicionais", disse Kuczynski aos jornalistas. As informações são da Dow Jones.
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