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Contrariando a ONU, tropas de Kadhafi entram em Benghazi

Da Redação ·
Imagem mostra explosão na periferia de Benghazi após a derrubada de um avião das forças leais a Kadhafi pelos rebeldes
fonte: AP
Imagem mostra explosão na periferia de Benghazi após a derrubada de um avião das forças leais a Kadhafi pelos rebeldes

As tropas do ditador líbio Muammar Kadhafi entraram em Benghazi na madrugada deste sábado (19), forçando os rebeldes no local a recuarem e desafiando as ordens de cessar-fogo feitas pelas Nações Unidas na sexta-feira.
 

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Segundo a agência Reuters, um porta-voz das forças rebeldes disse que as tropas entraram pelo oeste da cidade. Uma explosão também pode ter acontecido nos arredores do quartel-general do movimento contra o governo líbio.
 

Também segundo a Reuters, forças líbias leais a kadhafi, que está há 42 anos no poder, realizaram disparos contra a cidade rebelde de Misrata no início deste sábado e o fornecimento de água continua interrompido, disse um morador.
 

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"(As forças de Kadhafi) bombardearam a cidade com quatro ou cinco projéteis de artilharia nas primeiras horas de sábado. A situação é relativamente calma agora. Mas eles seguem na periferia da cidade, e a água para Misrata segue cortada", disse Mohammed, morador da cidade, à Reuters por telefone.
 

Autoridades líbias negam estar atacando rebeldes e dizem estar respeitando o cessar-fogo. Relatos de Misrata não podem ser confirmados independentemente já que as autoridades em Trípoli não permitem que jornalistas cheguem à cidade.


Mais cedo, um avião militar das Forças Armadas da Líbia foi abatido por rebeldes líbios. Apesar da baixa, forças de Kadhafi teriam bombardeado intensamente a cidade de Benghazi, segundo informações da TV Al Jazeera. Tanques do coronel também entraram na segunda maior cidade da Líbia.
 

A ação acontece depois o anúncio de uma possível intervenção armada contra Kadhafi horas após uma reunião diplomática a ser realizada em Paris também neste sábado. Uma zona de exclusão aérea foi imposta pelo Conselho de Segurança da ONU no país.
 

Apesar de relatos sobre a desobediência ao cessar-fogo, o ministro de Relações Exteriores do país, Mussa Kussa, afirmou anteriormente que as operações militares estão paralisadas com o objetivo de proteger os civis.