Geral

Aterro sanitário no Rio deve ser inaugurado em 2 meses

Da Redação ·
Em até dois meses, o município do Rio de Janeiro começará a dar um destino adequado às 9 mil toneladas de lixo que produz diariamente. Com a previsão de início parcial das operações do aterro sanitário de Seropédica, a 60 quilômetros do centro da capital fluminense, a cidade passará a ter instalações próprias para o acúmulo de resíduos, com sete camadas de impermeabilização do solo, sistemas de prevenção de vazamentos e mecanismos de geração de energia a partir de gás. A instalação do novo aterro se arrastou pelos últimos oito anos, em uma batalha pela escolha do local, pela concessão de licenças e pela criação de uma estrutura de segurança de padrões internacionais. Segundo a prefeitura carioca e a empresa responsável pela administração do centro de tratamento, não haverá risco de vazamentos ou contaminação de lençóis freáticos da região. "Temos a convicção de que todo tipo de precaução está sendo tomado e vamos poder fiscalizar tudo o que acontece aqui. Vamos gastar de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões por ano para dar essa solução ao lixo do Rio, mas é um investimento ambientalmente correto", disse o prefeito Eduardo Paes (PMDB). A impermeabilização do solo conta com sete camadas, incluindo argila, areia e mantas de polietileno. Cerca de 300 sensores poderão identificar pontos de vazamento, permitindo o reparo do sistema de proteção. O chorume (líquido tóxico gerado pela decomposição do lixo) será drenado e tratado, dando origem a água de reúso, com aplicação em processos industriais. Atualmente, segundo o IBGE, apenas 27,7% das cidades brasileiras depositam seu lixo em aterros adequados. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída no ano passado, prevê o fim dos lixões e a criação de aterros adequados até 2014. O centro de Seropédica proporcionará as condições necessárias para o fechamento do aterro de Gramacho, em Duque de Caxias, considerado inadequado e saturado. Até o primeiro trimestre de 2012, todo o lixo produzido no Rio deve ser levado para o novo aterro. O centro de tratamento de Seropédica será administrado por um consórcio, que gastou R$ 400 milhões para a construção do aterro e prevê despesas de R$ 100 milhões por ano com sua operação. A concessionária receberá pagamentos das prefeituras e empresas interessadas em depositar seu lixo no local. Além disso, a operadora poderá explorar o biogás gerado durante a decomposição do lixo. Será possível captar 30 megawatts (MW) de energia elétrica por hora, o suficiente para iluminar uma cidade de 200 mil habitantes. A vida útil prevista do aterro é de até 25 anos. A prefeitura do Rio estima que a nova estrutura de depósito de lixo vai proporcionar uma redução de 8% na emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa no município.
continua após publicidade